Artigo de Flávio Bastos: O descortinamento do véu - | Artigos do Clube
 
O descortinamento do véu  
   

O descortinamento do véu

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana". (Carl Gustav Jung)

Psiquiatra e pesquisador consagrado, o Dr. Brian Weiss viu suas crenças e sua carreira virar ao avesso ao tratar de Catherine, uma paciente com fobias e crises de ansiedade. Durante uma sessão de hipnose, ela falou de traumas sofridos e vidas passadas que pareciam ser a origem de seus problemas. Cético, o Dr. Weiss não acreditou no que estava presenciando até que Catherine começou a narrar fatos da vida dele que ela jamais poderia conhecer e a transmitir mensagens de espíritos altamente desenvolvidos, sobre a vida e a morte. Após essa experiência, o Dr Brian curvou-se diante das evidências da vida além intra-uterina.

São dele essas palavras extraídas de um de seus famosos livros, "Só o amor é real": O amor é como um fluido. Preenche espaços vazios por sua própria conta. Somos nós, são as pessoas que o impedem, erigindo falsas barreiras. E quando o amor não pode encher nossos corações e mentes, quando estamos desligados de nossa alma, cuja essência é o amor, todos enlouquecemos.

Allan Kardec, em "O Livro dos Espíritos", questão 399, informa: Integrado na vida corpórea, o espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse. Não obstante, tem às vezes uma vaga consciência, e elas podem mesmo lhe ser reveladas em certas circunstâncias. Mas isto acontece senão pela vontade dos espíritos superiores, que o fazem espontâneamente, com um fim útil e jamais para satisfazer uma curiosidade vã".

O "véu" que refere-se o codificador do Espiritismo, é o véu do esquecimento, sutil divisa que separa as lembranças da vida atual, através da memória cerebral e as recordações de vidas passadas que encontram-se registradas na memória extracerebral ou periespiritual do indivíduo. 

Portanto, o "descortinamento do véu" do passado não é uma tarefa meramente humana, ou seja, que dependa única e exclusivamente de uma técnica descoberta e manipulada por encarnados para atingir o objetivo desejado.

Se não tivermos a parceria com o plano espiritual superior, que nessas ocasiões representa o outro lado da "divisa" interdimensional - ou inter-realidades -, não teremos uma equipe completa e coesa com a finalidade da tarefa, que é penetrar em "território desconhecido" e de lá extrair informações que sejam compatíveis com a proposta do trabalho.

O funcionamento do plano espiritual superior, no que diz respeito à sua forma organizacional e, principalmente,  na relação com seres encarnados, é baseado na coerência e transparência das Leis Espirituais, que são a Lei de Causa e Efeito, a Lei da Reencarnação, a Lei do Livre Arbítrio e a Lei do Esquecimento do Passado.

Nesse sentido, a interação interdimensional, isto é, a conexão entre dois planos - o físico e o espiritual - através de uma proposta de trabalho em conjunto, depende tanto da energia anímica do indivíduo encarnado, quanto da energia espiritual dos seres desencarnados. E essa interdependência de fluidos energéticos invisíveis pela percepção sensorial, é responsável pelo atendimento aos irmãos desencarnados na reuniões mediúnicas das casas espíritas, assim como pelas experiências regressivas à vida(s) passada(s) com encarnados.

Portanto, a coerência que orienta os nossos amigos do plano espiritual superior, baseada nas Leis Espirituais e fundamentada na energia do amor, que é o combustível que alimenta a forma como eles se organizam em suas tarefas, deve ser considerada por aqueles que desejam descortinar o véu do esquecimento para acessar informações de caráter terapêutico.

O desconhecimento das Leis Espirituais, ou mesmo o orgulho, que é um defeito comum do ser inteligente, pode ser fator de insusesso nas experiências de regressão à vida(s) passada(s). Principalmente se o terapeuta, iludido pelo domínio de uma técnica regressiva que não contempla o espiritual, insistir em seu método e não "abrir mão de seu orgulho e vaidade" representado pela sua formação acadêmica.

As equipes espirituais que executam um trabalho de co-responsabilidade com a equipe de encarnados nas reuniões mediúnicas espíritas, geralmente, são compostas por espíritos que levaram conhecimentos adquiridos em suas formações acadêmicas na Terra. No entanto, esses conhecimentos servem somente como base de um aprendizado que continua a evoluir no astral superior

Quando o terapeuta encontrar-se despojado das "máscaras" do ego que encobrem a sua verdadeira identidade, a espiritual, é indicativo de que esteja preparado para entender - e praticar - o verdadeiro significado da terapia, que é a cura da alma humana.

E nesse nível de preparação, como vimos, não trabalhamos sozinhos, mas em equipe. Equipe bidimensional que visa, através da regressão de memória, buscar as informações e motivações necessárias para que o indivíduo em tratamento elabore a sua própria cura.

A conscientização de que somos apenas facilitadores - ou intermediários - para que se realize a autocura de nossos pacientes, já é meio caminho andado na direção segura do descortinamento do véu através da regressão ao remoto passado.

Psicoterapeuta Interdimensional.

Dirigente mediúnico espírita 

www.flaviobastos.com

Texto revisado



Obrigado por votar
Gostou deste Artigo?   Sim   Não   

Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
Visite o Site do autor e leia mais artigos.

Publicado em 17/04/2010
 

Deixe sua opinião sobre este artigo



Acessar seu Clube STUM
Faça
seu login


© Copyright 2000-2017 SOMOS TODOS UM - O conteúdo desta página é de exclusiva responsabilidade do Participante do Clube. O Stum não se responsabiliza por quaisquer prestações de serviços oferecidos pelos associados do Clube, conforme termo de uso STUM.