Artigo de Flávio Bastos: Para entender o caso Luziânia - | Artigos do Clube
 
Para entender o caso Luziânia  
   

Para entender o caso Luziânia

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


"Em nosso campo de observação mais clara, podemos adir que todo desequilíbrio promana do afastamento da Lei" (Calderaro)

Na abordagem da Psicoterapia Interdimensional, sabemos que não é raro a interferência espiritual na vida dos nossos pacientes, ocasionando os mais variados desequilíbrios psíquicos. Entretanto, é oportuno esclarecer que a obsessão espiritual não ocorre só na ação nociva dos desencarnados sobre os encarnados. Existe também as ações de encarnados sobre desencarnados, de desencarnados sobre desencarnados e de encarnados sobre encarnados. Em alguns casos de regressão já mencionados em artigos anteriores, em que se apresenta a entidade obsessora do paciente, cabe ao terapeuta ter o conhecimento e a experiência necessária para dialogar com o espírito e entender o histórico da relação obsessiva. O domínio dessa técnica é de fundamental importância nessas ocasiões, caso contrário, perde-se valiosas informações que poderiam ser anexadas ao processo terapêutico.

A polêmica judicial que envolve o pedreiro Admar de Jesus, suspeito de matar e violentar seis jovens em Luziânia, Goiás, possui uma explicação racional à luz do Espiritismo, pois reúne características de que seja um caso de obsessão espiritual como veremos a seguir.

Pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Cid-10, o "Distúrbio de Personalidade Dissocial", ou a sociopatia como é mais conhecida, tem como características a ausência da empatia, a manipulação e a falta de consideração com sentimentos alheios.

Segundo o Espiritismo, a obsessão é uma espécie de psicopatologia de natureza espiritual que assola milhões de pessoas. Em o "Livro dos espíritos", ítem 459, Allan Kardec pergunta: "Interferem os espíritos em nossos pensamentos e atos?" Resposta dos espíritos de luz: "A esse respeito os espíritos interferem muito mais do que imaginais, a ponto de serem eles, muitas vezes, que vos dirigem".

Nesse sentido,  esclarece-nos o Dr. Flavio dos Santos, palestrante espírita: "Como muitos de nós vive ainda no nível de agressividade, de ambições e do primitivismo, os espíritos que permanecem do nosso lado e habitando o mundo mental pela sintonia do pensamento, são simpatizantes desses mesmos hábitos". E segue o seu raciocínio: "A obsessão é doença de fácil contágio que permanece ainda não identificada pela maioria dos estudiosos da psique. Inúmeros pacientes em hospitais e clínicas psiquiátricas, não são loucos no sentido comum da palavra, são apenas obsediados. No entanto, a obsessão pode ser a causa do processo da loucura, isto é, quando prolongada por muito tempo pode gerar um dano irreversível no aparelho cerebral, provocando também o desequilíbrio psiquiátrico".

Sobre a condição espiritual do sociopata, o Dr. Flavio dos Santos, conclui: "O perverso - ou sociopata - é um espírito primário. Ele ainda não desenvolveu o sentimento. Ainda é um espírito mal saído da barbárie. O seu nível de consciência ainda é muito inferior".

Conforme informa-nos o jornal Zero Hora, na sua edição de 13 de abril, a avaliação psiquiátrica definia o pedreiro como psicopata, portador de graves distúrbios e uma pessoa perigosa que deveria ser mantida isolada do convívio social, pois tinha grande chance de reincidir. No entanto, a característica "manipuladora" que age por detrás da "máscara" da obsessão, sabe dissimular em certos momentos como registra o referido jornal: "Segundo o TJ, relatórios de maio de 2009 apontavam que o preso havia sido atendido por psicólogos duas vezes e se mostrou com polidez e coerência de pensamento e que não ficou constatada doença mental..."

O Dr. Waldo Vieira, em seu livro "Projeciologia", nos traz uma importante contribuição para entendermos o caso Luziânia sob a ótica da obsessão espiritual. Sobre o ambiente espiritual do plano astral em seu sub-plano mais baixo, diz o autor que  "em especial o plano crosta terrestre, interpenetrante com o plano físico, apresenta legiões de desencarnados enfermos mentais ou conscienciais... psicopatas extrafísicos".

Lembrando-nos dos comportamentos incomuns dos psicopatas - ou sociopatas - humanos, bem podemos imaginar do que poderão provocar as ditas entidades que o autor chamou de "psicopatas extrafísicos". Podemos dizer que elas são as individualidades que causam os maiores dissabores aos humanos, principalmente quando estes oferecem sintonia mental propícia às práticas de atos inaceitaveis pela ética humana.

Segundo Waldo Vieira, estas entidades caracterizam-se como "ser ignorante", isto é, brutalizada e possuidora de poucas noções a respeito da vida humana. Uma segunda característica do psicopata extrafísico, seria "não compreender a sua situação", ou seja, o indivíduo não percebe a nova condição existencial em que se encontra. Deixou o mundo físico, mas continua a ele ligado por intermédio de algum humano que lhe facilita o contato...

É o caso, em análise, que vem confundindo a ciência na sua interpretação psicológica e jurídica. Basta para isso, analisarmos o comportamento confuso do pedreiro de Luziânia, motivado por processo obsessivo espiritual através de seu depoimento registrado nos jornais, quando afirma receber vozes do além para fazer o mal e que após os crimes não sente nenhum remorso: "Acho que é o capeta. Eu fico perturbado, com nervosismo, porque uma coisa fica me atentando a fazer besteira...".

Há doze anos atrás, a Organização Mundial de Saúde, incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico,  psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem-estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma. Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na medicina como possessão e estado de transe, que é um ítem do CID - o Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessiva.

O CID, ítem F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos provocados por doença ou mal físico. Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença. Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos, bem como na interferência de um desencarnado, que é a obsessão espiritual.

Portanto, falta à ciência, através de seus mecanismos médicos - mas também jurídicos e policiais -, aceitar na prática a obsessão espiritual como inclusa em casos polêmicos, como esse caso ocorrido em Luziânia que ilustra "cem por cento" o objetivo deste artigo, que é o de esclarecer o lado obscuro - e confuso - da questão.

Psicoterapeuta Interdimensional.

www.flaviobastos.com



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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 14/04/2010
 

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