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Regressão como ponto de partida  
   

Regressão como ponto de partida

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


"A próxima fronteira não está somente à sua frente, ela está dentro de você". (Robert Cooper)

A tênue linha que divide o "estar aqui" e o "estar em outro lugar" encontra-se dentro de nós, no eu físico/material e no eu espiritual/imaterial, ou seja, na memória cerebral que guarda as lembranças da vida atual e na memória extracerebral (ou periespiritual) que armazena recordações de vivências de um remoto passado.

Hoje estamos "aqui", mas estivemos "lá" em inúmeras situações pregressas. A existência humana é um livro aberto, repleto de capítulos que correspondem às vidas do espírito imortal.

Por este motivo, a regressão de memória quando encaminhada por profissional habilitado, experiente e que trabalhe com um método terapêutico seguro e confiável, pode vir a ser uma experiência sem precedentes na história de vidas da pessoa.

O autoconhecimento de nível avançado, como sabemos, passa por experiências que ativam a percepção suprasensorial do indivíduo. E a regressão é um instrumento - ou um meio - para que a pessoa possa, através da memória extracerebral, acessar níveis de percepção relacionados ao seu eu espiritual.

Nesses vários anos de experiência como psicoterapeuta interdimensional, várias pessoas experenciaram por intermédio da regressão, o que precisavam para que houvesse considerável acréscimo em relação à certeza da imortalidade da alma. Fato que contribuiu para o despertar da consciência e que mudou para melhor a qualidade de vida dessas pessoas.

Quando bem elaborado o seu conteúdo, o ineditismo da experiência regressiva traz consigo a magia do despertar para o autoconhecimento muito além do "aqui-agora". Para a maioria dos que regridem ao remoto passado, a experiência tem o significado real daquilo que buscavam a respeito da comprovação de sua natureza transcendental. Se muitos tinham dúvidas, passam a ter menos dúvidas... ou nenhuma dúvida.

No entanto, cada caso é um caso e cada capítulo vital é único no livro da existência de cada um de nós. Somos seres semelhantes, afins... mas não iguais.

Lembro-me de um caso em que o objetivo da pessoa era regredir "por curiosidade". Na primeira consulta, avaliativa, percebera a sua intenção, já que ela não possuía histórico relacionado a nenhuma psicopatologia, ou sequer algum sintoma recente que fosse motivo para procurar ajuda na psicoterapia.

O curioso nesses casos, é que por detrás da pseudo-curiosidade da pessoa, geralmente existe uma motivação maior - embora insconsciente - relacionada ao autoconhecimento. E essas situações ocorrem, invariávelmente, com pessoas ditas saudáveis, que não possuem diagnóstico de patologias estruturais.

Nessas situações atípicas, o importante é perceber o momento e não frustrar a pessoa que no fundo pretende investir em seu auto-descobrimento, mas não sabe como o psicoterapeuta e a experiência regressiva poderão ajudá-lo...

A habilidade, o conhecimento e a experiência do terapeuta são imprescindíveis nesses momentos, principalmente, porque a psicoterapia fica encarregada de fazer com que a pessoa decida o que fazer em relação às motivações que a levaram ao consultório, ou seja, concluir se a experiência regressiva irá acrescentar - ou não - em relação aquilo que ela esteja buscando. 

Essa orientação possui um sentido ético, pois dentro do processo terapêutico a dúvida jamais deve permanecer entre terapeuta e paciente...

Quando resolvida a questão ética, e a pessoa tiver convicção de que a regressão poderá ajudá-la a impulsionar o seu autodescobrimento, é chegado o momento do "ponto de partida", quando o indivíduo psiquicamente saudável encontra-se em condições de começar a sua "arrancada" rumo ao autoconhecimento de nível avançado.

E uma vez dada a "largada" através da experiência regressiva bem elaborada, o indivíduo já começa a sua escalada no sentido de alcançar o próximo degrau da consciência. E como o autoconhecimento é uma experiência íntima, única e intransferível, termina aí a função da psicoterapia e regressão utilizadas como instrumento consciente de ajuda a quem tem a convicção daquilo que deseja para si mesmo.

Psicoterapeuta Interdimensional.

www.flaviobastos.com 

Texto revisado



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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 28/03/2010
 

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