COMO NASCE, COMO VIVE...(parte 3)por Vera Ghimel - veraghimel@oi.com.br e veraghimmel@yahoo.com.br
Segundo o livro Como seu nascimento afeta seus relacionamentos", de Sondra Ray e Bob Mandel, Editora Gente, quando o cordão umbilical está em volta do pescoço, o bebê cria uma relação de amor e ódio à vida. Quando os acontecimentos se tornam muito excitantes, essas crianças gritam "Isso está me matando!". O medo fechará sua garganta como se fosse um grande nó que não as deixará engolir. Percebe-se pela voz que estão em pânico. Uma vez que a vida as ameaçou tanto ao nascer, elas freqüentemente têm necessidade de criar situações ameaçadoras na vida adulta para se sentirem vivas. São mestras em fazer tempestades em como dágua. A pessoa poderá considerar os relacionamentos "pegajosos". A intimidade pode significar dificuldade, quanto mais alguém se aproximar, mais a pessoa lhe amar, mais trará lembranças de seu nascimento, quando livrar-se de seu cordão era questão de sobrevivência. Liberdade e compromisso são especialmente complicados. São sensíveis á engasgos; não gostam de gravata, nem botão de colarinho ou golas altas; sente-se estrangulados em seus relacionamentos; saem-se bem em situações de crise; qualquer tipo de obstáculo representa pânico; tendem a sabotar e anular sua criatividade.
É sempre surpreendente para nós o renascimento de gêmeos. Geralmente renascemos um e o outro renasce espontaneamente - mesmo que este viva à quilômetros de distância e nem saiba que o primeiro está sendo renascido. Geralmente o gêmeo que nasceu primeiro tem um sentimento de culpa, e o segundo trás certo rancor e sensação de abandono. No caso da mãe ou do obstetra não saberem que havia um segundo gêmeo, este sempre acha que "ninguém me nota", "sou sempre o último", "não deveria estar aqui". Alguns gêmeos formam o conceito de "estou isolado", "não há espaço para mim", "sou incompleto", "preciso de alguém para ser inteiro". O primeiro gêmeo é sempre o líder; o segundo é o seguidor; sente que os outros tiram proveito dele; reclama de estar sempre em segundo lugar; espera que os parceiros tomem e iniciativa; faz questão que os parceiros atinjam o orgasmo primeiro; sente-se sempre em último lugar; queixa-se de extrema dependência; teme e quer a intimidade.
Uma outra questão, segundo Sondra Ray e Bob Mandel , é que é preciso tomar cuidado com todos os pensamentos negativos sobre dinheiro antes da gravidez. Os conceitos que não são verbalizados podem significar para a criança uma atitude de "pobreza" mesmo antes de nascer. Uma boa idéia seria dar ao bebê presentes em dinheiro durante a gravidez. Na ocasião do nascimento da criança, ela deveria receber cadernetas de poupança e presentes em dinheiro. O dinheiro será, então, natural para essa criança.
A alimentação também é muito importante pós-parto. Não é a maneira como um bebê é alimentado que vai afetá-lo, mas os pensamentos da mãe durante a amamentação. Se sua mãe sentir-se culpada por não amamentar você, essa culpa o perturbará. Se ela achar que não há leite suficiente, você herdará esse conceito. O problema é o fato de que, como nossa imaginação é ilimitada e criativa, a maneira como a amamentação foi encarada, é que vai afetá-lo, muito mais do que o que realmente ocorreu. Uma das coisas interessantes é o que se chama de "síndrome de subnutrição", causada por falta de aleitamento, alergia ao leite ou alimentação com hora marcada. Isso freqüentemente resulta em "não consigo leite suficiente", o que mais tarde se transformará em "não tenho dinheiro suficiente". Quanto mais a pessoa liberar e mudar seus conceitos, mais próspera será!
E por último, é a situação de uma criança que recebeu o nome de um parente falecido. Em casos extremos, a pessoa se torna "mais morta" para substituir o falecido e para satisfazer os anseios familiares. Os pais também devem resistir à idéia de dar um nome espiritualmente muito elevado à criança. Por outro lado, dar o nome de uma personalidade má - como Adolf - pode fazer com que todos a enxerguem assim.
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