Artigo de Flávio Bastos: Autoconhecimento além do ego - | Artigos do Clube
 
Autoconhecimento além do ego  
   

Autoconhecimento além do ego

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


"Poucos são aqueles que veem com seus próprios olhos e sentem com seus próprios corações" (Albert Einstein)

Sobre o autoconhecimento, disse certa vez,  Santo Agostinho, beneficiado pela sua percepção de espírito iluminado: "As pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio do oceano, o movimento circular das estrelas e, no entanto, elas passam por si mesmas sem se admirarem".

Em pleno século XXI, a velocidade dos dias nos dá a impressão de que o tempo corre mais rápido que no passado recente, tal é a necessidade do homem de adaptar-se às mudanças provocadas pela tecnologia na rotina dos grandes centros urbanos.

Embora tão próximo uns dos outros pela evolução das comunicações, especialmente a virtual, o homem nunca esteve tão distante de si mesmo e do outrem. É um curioso paradoxo que experencia o homem moderno na atual fase de transição!

Com a perda de alguns valores humanos que agregavam famílias e aproximavam amigos e vizinhos de uma forma descontraída e natural, o indivíduo contemporâneo depara-se, cada vez mais, com a realidade virtual como opção de contato com amigos, desconhecidos e até parentes próximos...

Ganha-se em conforto, mas perde-se em calor humano. Com isso, as relações humanas passam por um processo de adaptação a uma nova realidade sócio-familiar, o que implica na necessidade do indivíduo "encontrar-se" da melhor maneira possível em um mundo que torna-se - numa velocidade espantosa - cada vez mais distante e frio nas suas variadas formas de relacionamento interpessoal.

Somada a tendência de esfriamento das relações, ao histórico de vidas passadas de cada indivíduo, observa-se que aquele que reencarnou com sentimentos não resolvidos no campo da afetividade, encontra maiores dificuldades de adaptação ao modelo que surge no âmbito das relações sociais e familiares.

Nesse sentido, desorientados, muitos indivíduos apresentam sintomas de depressão e não conseguem se "encontrar" nessa difícil fase de reciclagem das relações interpessoais. Essas pessoas, mais carentes de calor humano, sofrem com o distanciamento dos relacionamentos afetivos e tornam-se dependentes de quem lhes dê um pouco de atenção ou de afeto.

Fixados nessa sintonia de dependência, geralmente, não encontram motivação para investir nos estudos, na procura de emprego ou na preparação para um concurso público. A baixa auto-estima, associada em certos casos, à dependência afetivo-financeira, fazem do indivíduo depressivo um ser que não produz e não cria, portanto, pouco se valoriza diante de si mesmo e do outrem...

No final da primeira década do terceiro milênio, o autoconhecimento surge como necessidade de centrar o indivíduo diante das velozes mudanças que ocorrem na sociedade moderna. Na verdade, tantas informações ao mesmo tempo - ou em pouco tempo - nunca fora, antes, experenciado pelo próprio homem...

Lembro-me de um caso recente em que um senhor portador de uma leve depressão, procurou-me, trazendo consigo uma grande indagação: "Por quê não consigo acompanhar a mudança dos tempos?".

Aposentado, sem ter programado a sua vida útil e produtiva após a aposentadoria, esse senhor sentia-se como que parado em um mundo que girava em alta velocidade. Então, nostalgicamente, reportava-se ao passado quando as relações interpessoais eram mais próximas, naturais e desinteresseiras. Época em que parentes se visitavam com frequência... e até mesmo os vizinhos, que juntos, curtiam os cafés da tarde regados à deliciosos produtos caseiros e informais conversas à volta da mesa.

Quando mais tarde, realizada a regressão de memória, essa pessoa acessou uma vida passada em que evidenciava a mesma característica nostálgica na sua maneira de perceber e interpretar a vida. Morador de um pacato povoado, distante da cidade grande, mantinha os mesmos hábitos conservadores adotados na vida atual... na forma de ver e interpretar os acontecimentos à sua volta.

O autoconhecimento de nível básico, ou seja, baseado nas percepções da realidade física em relação ao ego e a sentimentos não resolvidos da infância, torna-se importante à medida que o indivíduo descobre a origem de significativos traumas psíquicos que o machucavam, e elabora, com a ajuda da psicoterapia, a sua própria cura.

No entanto, é através do autoconhecimento de nível avançado que o indivíduo "alarga" a sua visão e "abre as portas" do autodescobrimento, associando o ego das percepções básicas de sua realidade física, ao eu - ou alma - enquanto identidade de sua realidade transcendente.

Na verdade, o autoconhecimento inicia-se pelo básico, que tenta solucionar a problemática psíquica do ego, e avança em direção à memória extracerebral através da regressão. E segue, indefinidamente, a sua expansão rumo ao conhecimento adquirido à "conta-gotas", conforme a evolução espiritual de cada indivíduo...

Portanto, o autoconhecimento, tanto o básico como o avançado, torna-se necessário enquanto processo que recicla o indivíduo em relação às mudanças que já estão ocorrendo... e em relação às mudanças anunciadas a partir da segunda década do terceiro milênio.

Lembrando, antes de finalizar, que a apropriação do autoconhecimento independe da dimensão em que esteja o ser inteligente, uma vez que o conhecimento é um processo permanente... e definitivo quando incorporado pelo espírito imortal, como registra Dalai Lama a respeito de nossas potencialidades adormecidas: A mais profunda raiz do fracasso em nossas vidas é pensar, "Como sou inútil e fraco". É essencial pensar poderosa e firmemente, "Eu consigo", sem ostentação ou preocupação.

Psicoterapeuta Interdimensional

www.flaviobastos.com



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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 05/03/2010
 

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