O desejo de não mais desejarpor Silvia Holmes - silviaol@ig.com.br
Segundo David Zimerman, uma forma muito grave de resistência à terapia é o estado mental de desistência, ou seja, "seu único desejo pode ficar reduzido ao extremo de não ter desejos", de forma a esterelizar a eficácia analítica.
Zimerman explica que antes de nutrirmos desejos, nutrimos um estado de profundas necessidades, as quais deveriam ser intuídas e satisfeitas pelo analista. Caso contrário, num paciente regredido, haverá um reforço ao estado anterior de sua vida, gerando, assim, um sentimento de decepção pelo novo fracasso do meio ambiente, ocasionando o prejuízo do crescimento do self, bem como a capacidade de desejar do indivíduo, conduzindo-o à sensação de futilidade e à desistência de desejar e de ser.
Essa desistência traz um estado afetivo de indiferença. Estado afetivo que o indivíduo crê ter vivido com as pessoas mais importantes de sua vida. Para Zimerman, "A indiferença dessas pessoas consiste em aparentemente não desejar ver e nem ser visto, notado e reconhecido, sendo que nos casos mais graves forma-se um investimento aditivo ao nada, e o exagero de uma onipotência do masoquismo torna-os suicidas em potencial." Nessa situação, o indivíduo não tem mais esperança em nada, nem mesmo na vida.
Se o indivíduo estiver em estado de depressão; sem alegria; falta-lhe vida ao falar; não "vibra" com nada, nem mesmo fatos extremos como a morte de um conhecido, por exemplo, não o impressionam; parecendo um "morto-vivo", sugerimos o uso de MUSTARD, Florais de Bach. Essa essência trará estabilidade e alegria de viver, mostrando que os momentos escuros da vida, nada mais são do que uma efêmera crise que nos abre a porta para novas oportunidades de evolução existencial.
Bibliografia:
Fundamentos Psicanalíticos - David E. Zimerman, ed. Artmed.
Participando da Vida com os Florais de Bach - Carmen Monari , ed. Roca.
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