O amor, um dia foi paixão! - Flávio Bastos
 
O amor, um dia foi paixão!
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O amor, um dia foi paixão!

por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br

A vida é uma oportunidade de experenciarmos situações escolhidas pela orientação do livre arbítrio, onde os aprendizados - entre erros e acertos cometidos - nos apontam a direção da evolução consciencial.

No entanto, jamais compreenderemos o significado do amor ou atingiremos a plenitude espiritual, ou mesmo a tão almejada paz de espírito, se antes, não tivermos passado por experiências no âmbito da paixão, porque a escola da vida exige-nos o aprendizado desde a base para podermos de uma forma gradual, processarmos o nosso crescimento. É a lei universal para todos os seres dotados de inteligência e criados imperfeitos...

Os bons espíritos que hoje nos inspiram nas tarefas mediúnicas ou no dia-a-dia de nossas vidas, um dia se apaixonaram por um ideal, uma causa ou por uma pessoa. Mas com o passar das sucessivas experiências na matéria, eles foram, através do autoconhecimento, controlando seus instintos e burilando seus sentimentos em prol do Bem e do Amor Maior.

Dessa forma, gradual e contínua, através de altos e baixos de nossas experiências vitais, vamos evoluindo. Às vezes, paralizamos por um determinado tempo, para logo retomarmos a lenta caminhada evolutiva. 

No estágio evolutivo em que nos encontrarmos, seremos sempre o que somos, ou seja, aquilo que sintonizamos. E essa verdade, geralmente, carregamos por trás de máscaras encobridoras do papel que representamos no palco da vida. Nesse sentido, a caminhada de cada ser segue a transparência reveladora daquilo que ele é e não o que ele representa ser...

O amor, hoje experenciado na sua grandeza por um ser de luz, um dia foi paixão mundana. Na escala da expansão consciencial, ninguem encontra-se imune ao seu passado, até porque o pretérito serve de base para vôos mais altos do espírito redimido.

A experiência humana no planeta Terra, revela-nos que o evoluir é uma tarefa árdua, difícil, que exige-nos perseverança e capacidade de entrega. No entanto, com o passar dos milenios e diante de inúmeras dificuldades encontradas pelo caminho, o homem tem demonstrado a si próprio que aprendeu como escalar degraus de aprendizados. E essa certeza tem renovado esperanças em relação ao futuro das próximas gerações.

Somos hoje o que um dia no futuro poderemos não ser. E essa incerteza é a motivação que nos impulsiona para o processo de cura das "feridas" que atormentam a humanidade desde tempos imemoriais.

A saga humana é a expansão da consciência, percepção que a partir do terceiro milênio impulsionará as transformações previstas para o planeta em que vivemos. E o amor sem intensidade... resquícios da inexperiência na esfera da paixão, é experiênca estéril que não estimula o indivíduo a ser agente das mudanças anunciadas para este milênio. Portanto, o amor que um dia foi paixão, sentimento que não perdeu totalmente a sua intensidade, mas depurou-se,  permanece agindo de uma forma equilibrada nessa energia que entendemos ser de abrangência universal.

O amor de nível elevado, observado e sentido nas experiências mediúnicas de grupos espíritas, flui com intensidade por intermédio dos componentes das equipes espírituais co-responsáveis pelos trabalhos. E a luz que envolve os representantes da Fonte de Amor Universal, irradia com mais intensidade e envolvimento quando um irmão desencarnado está sendo auxiliado pelo grupo que reune dirigente e médiuns encarnados.

Se nesses trabalhos não estivermos embuídos de sentimento de compaixão associado a uma boa dose de intensidade, o propósito que é auxiliar e esclarecer a todos que são trazidos à reunião mediúnica, torna-se mais difícil de ser realizado. O motivo? Uma questão de identificação, afinidade ou sintonia, porque na condição de encarnados carregamos conosco o resultado de experiências mundanas que encontram-se ainda bem presentes na forma como estes espíritos nos enxergam.

Independentemente da situação dimensional em que nos encontramos, não podemos esquecer que somos seres imperfeitos em processo de evolução, e que por este motivo, ainda estamos sujeitos à influência de nossas experiências pretéritas. O amor que hoje praticamos de uma forma mais consciente... não está imune à contribuição das experiências que tivemos no âmbito da paixão... porque quando bem elaborado, tudo soma em nosso benefício e em benefício do outrem. E ser intenso é um ingrediente indispensável tanto no exercício do amor de nível mundano, quanto no amor de nível elevado.

Psicoterapeuta Interdimensional.

www.flaviobastos.com 

Texto revisado



por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br   
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