Espiritualidade – a identidade do Ser Divino (2ª parte). - Marcos Porto
 
Espiritualidade – a identidade do Ser Divino (2ª parte).
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Espiritualidade – a identidade do Ser Divino (2ª parte).

por Marcos Porto - Essenoi

Nesta segunda parte da nossa reflexão podemos iniciar afirmando que ao assumirmos a identidade do Ser Divino, passamos a ser inspirados de forma intuitiva por estes desejos do coração.

Evoluímos na nossa jornada de vida espiritual e identificamos como a mente-egótica e os hábitos orientados por nossa personalidade individualista estão nos desviando da Verdade, persistindo em modificar e prejudicar nosso lado mais belo, tais como o Amor Verdadeiro, a intimidade do relacionamento com Deus, felicidade e todas as maravilhosas qualidades inatas de Alma mencionadas na primeira parte desta reflexão.

Somos muito mais Ser Divino do que personalidade individualista!

Vamos então continuar a refletir sobre o tema?

Como Seres Divinos percorremos vidas através da história da humanidade e ainda viveremos o futuro infinito.

Compreendermo-nos assim, não é uma forma arbitrária de julgamento, ao invés de pensarmos que somos um conjunto de células que existiram antes, e irão existir no futuro.

A memória e a similaridade de experiências nos conectam tanto com nosso futuro, como com nossa prévia existência. No entanto possuímos mais do que memória individual.

Temos a memória cultural a qual desempenha papel importante na criação do nosso estado atual. Em acréscimo temos a memória arquetípica, ou seja, segundo C. G. Jung (1875-1961) médico psiquiatra suíço fundador da Psicologia Analítica, são imagens psíquicas do inconsciente coletivo, patrimônio comum de toda a humanidade, e que representam elementos fundamentais na nossa formação como seres humanos.
Ao assumirmos a identidade do Ser Divino, revelamos para nós o extenso arquivo de consciência da nossa existência individual. Vivenciando esta dimensão superior reconheceremos sempre que haverá diferentes perspectivas em cada aspecto da realidade.

Devemos vir de onde somos; mas de onde somos tem as sementes do que pode ser.

A trilha desde o que é, para o que será, não é fácil. Exige algo mais do
que boas intenções – exige entrega.

A verdadeira entrega é importante para a evolução de nossa vida espiritual, e não implica em quaisquer aspectos obscuros de sacrifício humano.
Deus não nos quer como sofredores! Ao contrário Deus nos quer felizes e alegres como sendo filhas e filhos amados!

Mestre Choa Kok Sui (1950-2007) líder espiritual fundador da Cura Prânica no seu livro “A Existência de Deus é Auto-Evidente” nos diz: “Eu sou um com meu Ser Divino. Eu sou conectado com Deus. Eu sou um com Deus. Eu sou um com o Todo.”

A renúncia à predominância da mente-egótica embora difícil é crucial, deixando hábitos, crenças e padrões de comportamentos e pensamentos inadequados. Por exemplo: Na mudança de hábitos alimentares incluindo o de bebidas, o importante será deixarmos de lado velhos padrões de gostos e desejos – mas seria insano pensar que esses padrões de preferências nos alimentos e bebidas são o que somos, e que na renúncia deles, deixaremos de ser o que somos.

Igualmente é insensato pensar que a maneira negativa do nosso comportamento mental-emocional implica em ser o que somos. Honestamente dizendo, eles são o oposto do que somos!

Esta é a razão do porque não nos sentimos confortáveis desta forma, e queremos mudar.

O Ser Divino em nós influi nosso coração, para evoluirmos para níveis superiores de consciência.

Há formas verdadeiras e transcendentes para nossa entrega, ou seja, o conjunto de atributos de Deus que ressaltam Sua superioridade em relação à nós criaturas, sendo também um caminho para aprendermos ser instrumentos da Divindade.

A transcendência real será transcender em todos os aspectos que nosso coração rejeita, tais como comportamentos egoístas, acomodações, medos, omissões, covardias.

A transcendência verdadeira ocorre quando abandonamos as idéias incorretas de quem somos, tais como, mediocridade, ausência de esperança, sentimentos de distância e separação de Deus.

Não há caminho simples de salvação, nem salvação fora de nós mesmos.

Evolução é um processo convergente, ou seja, todos os caminhos conduzem ao centro de nós mesmos – a identidade do Ser Divino.

Repetindo, nós só poderemos eliminar velhos e acomodados padrões de comportamento, que nos conduzem, ou nos mantém em sofrimento, evoluindo para níveis superiores de consciência.

Jerem Egan, terapeuta holístico transpessoal norte-americano, cujo trabalho tem demonstrado profundo comprometimento em elevar os níveis de consciência das pessoas, no artigo “Tocando o seu Ser Divino” nos diz:“Todos nós somos Seres Divinos, passando por uma experiência humana. Quando escolhemos acessar o Ser Divino, criamos poderosas e positivas mudanças – fisiológicas, emocionais, mentais, espirituais – mais rapidamente, amorosamente e graça edificante, do que poderíamos imaginar. Convidar o Ser Divino para orientar todas nossas intenções e ações é simples e requer a manifestação da nossa vontade. Quando vivemos imersos no Ser Divino a alegria é fator presente e constante em nossas vidas.”

Nenhum de nós deverá duvidar de que é capaz de compartilhar efetivamente com o trabalho Divino de Deus, fazendo a parte que nos cabe. Deus é Um e o Todo! Deus estará muito feliz em ouvir suas filhas e seus filhos dizerem em alto e bom som: “Eu sou Divino. Eu posso cooperar e co-criar com Deus através do Ser Divino!”

Voltaremos ao assunto.


por Marcos Porto - Essenoi   
Marcos Porto – Terapeuta Holístico, modalidade Psicoterapia Holística Transpessoal – CRT 44432, Diplomado em ITC - Integrated Therapeutic Counselling, Stonebridge, Inglaterra, trabalha auxiliando pessoas na busca da sua essência, editor do OTIMIZE SEU DIA!, autor do livro - Redescobrindo o Eu Verdadeiro, é palestrante, facilitador de Seminários.
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