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Regressão: Necessidade ou apenas Curiosidade? - Parte II - Priscila de Faria Gaspar
 
Regressão: Necessidade ou apenas Curiosidade? - Parte II
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Regressão: Necessidade ou apenas Curiosidade? - Parte II

por Priscila de Faria Gaspar - priscilagaspar@terra.com.br

   Continuação de "Regressão: Necessidade ou apenas Curiosidade?" - Parte I

    Nas outras duas sessões novamente procedemos à indução do relaxamento para a regressão. Em uma ele se vê como um índio guerreiro, provavelmente na América do Norte. Perdeu os pais aos 13 anos, quando sua aldeia foi invadida por guerreiros de uma tribo inimiga. A perda dos pais fez com que aprendesse a valorizar a vida. Assim, as principais lições foram o respeito à natureza e à paz. Nessa sessão, especificamente, sentiu-se fora do corpo, flutuando.

   “Sou um índio forte, muito musculoso. Um grande guerreiro. É estranho, não tenho orgulho do porte físico, isso é uma coisa normal na minha aldeia!... Lições nessa encarnação: respeito à natureza e valorizar a paz.”  Na seguinte, percebe-se como uma menina portadora de uma doença congênita, que não pudemos identificar, vivendo em uma aldeia muito simples, em uma ilha, possivelmente da Indonésia. 

   “Vejo uma menina, aparenta uns 10 anos, vive em uma ilha. Pros lados do Pacífico, não sei o nome... Acho que é na Indonésia. Ela está sentada no chão, em frente a uma espécie de mesa baixa, com a família reunida. Ela não tem boa saúde, tem uma doença de nascença, não sei o que é. Morri cedo, mas levei comigo valores familiares, de união e harmonia.”

   Desencarna por motivo da doença, antes da puberdade. As principais lições dessa encarnação foram com relação a conviver com fragilidade, dependência e limites, aceitar diferenças e valorizar o apoio familiar.

   Como era nossa última sessão, fizemos um balanço de tudo o que foi vivenciado nas regressões. Ele relata que, embora não consiga precisar quando ocorreram duas delas, sente que a seqüência é: índio – menina – homem de SP. Percebe que há uma lógica evolutiva nessa seqüência, e que isso faz todo sentido com suas escolhas e propostas atuais. Percebe que, embora o envoltório carnal mude muito, a essência espiritual de seu ser é a mesma, sabe que era ele!

   Confessa que tinha expectativa de perceber que havia sido seu próprio avô, comprovando minha primeira impressão. Acrescenta que jamais poderia se imaginar como menina, muito menos com uma doença crônica. Esse fato, aliado às percepções reais que teve, inclusive com significados pessoais importantes, fizeram com que ele tivesse certeza da sobrevivência da alma após a morte do corpo. Descarta totalmente a possibilidade de ter imaginado, pois neste caso o esperado seria que o imaginário buscasse satisfazer os desejos de seu ego e se veria como o avô, talvez o índio, mas nunca como uma menina doente!

   Dessa forma, embora não apresentasse sintomas psicopatológicos, o desconforto e angústias frente ao tema da morte justificaram a realização de regressão, com resultado satisfatório. Após essas sessões de regressão, ele se convenceu de que existe sim a vida após morte. Seu medo diante da morte desapareceu. Tornou-se mais alegre, confiante e, principalmente, firme no propósito de continuar a se dedicar às crianças de uma comunidade carente onde leciona, diante das evidências da importância do amor ao próximo.



por Priscila de Faria Gaspar - priscilagaspar@terra.com.br   
Priscila de Faria Gaspar é Psicanalista, Terapeuta de Regressão e Terapeuta de Casais, com especialização em Sexualidade Humana. Atende em psicoterapia individual e de casal, à Rua Domingos Vieira, 343, sala 1103 - Santa Efigênia - Belo Horizonte - MG Contato: (31)9312-8269 priscilagaspar@terra.com.br
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E-mail: priscilagaspar@terra.com.br
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