Quando cantam os rouxinóis! - Flávio Bastos
 
Quando cantam os rouxinóis!
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Quando cantam os rouxinóis!

por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br

A festa da primavera é a autêntica celebração da vida na sua forma mais profunda, intensa e natural que podemos imaginar. A natureza foi pródiga em nos ofertar o que há de mais belo em nossa existência: a fantástica energia da criação e da reprodução que renova-se a cada ciclo primaveril. Época em que se estivermos com o coração receptivo e a percepção aguçada, sentiremos a energia da vida fluir com toda a sua intensidade.

A estação das flores é um recado do Criador no sentido da importância que devemos dar à nossa existência no planeta Terra, quando, após os rigores do inverno que simboliza as fases sombrias de nossa experiência vital, o astro-rei volta a envolver  com o seu manto acolhedor todas as espécies vivas da natureza, onde a mistura de cores e sons embelezam regiões encantadas pela magia de uma estação que reflete a inspiração Divina.

Porém, quando a vida deixa de ser celebrada na primavera, é porque o indivíduo encontra-se à parte dos acontecimentos naturais que o ligam à energia vital do universo. E ao ficar à parte do ciclo natural que move a vida, o homem sub-existe entre as sombras e a luz, e entre o belo e o feio de uma existência limitada pelo temor de experienciar a própria expansão consciencial que o libertaria do cativeiro de si mesmo...

Talvez, uma associação das qualidades humanas encontradas no poeta Pablo Neruda, no escritor Ernest Hemingway, no pacifista e espiritualista Mahatma Gandhi, na madre Tereza de Calcutá e no cientista Albert Einstein, nos levasse a um protótipo idealizado pelo fascínio que tipos humanos diferenciados exercem sobre as pessoas. No entanto, esquecemos em nós mesmos, o potencial que enxergamos nos "seres especiais" que elegemos como exemplo, mito, ídolo,  herói ou heroína...

Quando cantam os rouxinóis e desabrocham as flores, é alerta divino de que é chegada a época de nossas potencialidades adormecidas despertarem para o assumir de nosso verdadeiro papel no espetáculo da natureza. E que é chegado o momento de sairmos da condição de meros expectadores da vida para desempenharmos a função de agentes da transformação... a partir da realidade de si mesmo.

Quando cantam os rouxinóis e a vida flui intensamente, é hora de sairmos de nosso casulo existencial e enfrentar os desafios que a natureza costuma oferecer a todas as espécies vivas e inteligentes do universo, porque a evolução é a nossa meta e a busca do equilíbrio vital, o nosso caminho...
Portanto, aproveitemos a energia da primavera para sairmos das sombras de nossas culpas e ressentimentos antigos, e acessarmos a luz que estimula-nos à renovação e ao renascimento, porque a vida sem a percepção do belo é comparável a um beija-flor, que perdido na aridez de seu território, não encontra uma flor para sugar seu néctar, nutrir-se de energia e continuar o seu vôo de sobrevivência e de encantamento.

O homem foi criado para ser a antítese do sofrimento, e a primavera, estação que retrata a beleza da vida, permanece como um renovado convite para que despertemos de nossos vícios de origem remota e acessemos a um nível vibratório de energia, que ao acionar o processo de autoconhecimento,  nos oriente com segurança o caminho da expansão da consciência e da autocura.

Psicoterapeuta Interdimensional

www.flaviobastos.com

Texto revisado por: Cris



por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br   
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