ARTIGOS EVENTOS SERVIÇOS  PRODUTOS  
HOME VOLTAR
Por que a formação de terapeutas energéticos deve incluir ética profissional? - Leila Maia
 
Bookmark and Share

Por que a formação de terapeutas energéticos deve incluir ética profissional?

por Leila Maia - leilacamaramaia@gmail.com

Parece óbvio, ou até que isso já é assim, mas...
Numa conversa, daquelas tipicamente sociais, tive um diálogo mais ou menos como esse:

- Voce não precisa perguntar ao paciente para fazer terapia, faça à distância. Eu faço.
- Como assim? E a ética, onde fica?
- Com BodyTalk voce não precisa do paciente, eu me comunico diretamente com o Inato dele.
- Pior ainda! Então voce ignora o paciente! Isso sem contar que o Inato é o próprio paciente, ou pelo menos é DO paciente, lembrei. E mudei de assunto.

Fiquei chocada. E ainda estou. Que tipo de terapeuta se acha no direito de invadir desse modo a energia do outro? Conheço BodyTalk pelo livro, cheguei a praticar com amigos e parentes por sugestão do próprio John Veltheim, em seu livro “The BodyTalk System”. Só não continuei; não me identifiquei com o método tanto quanto acho necessário para trabalhar com este tipo de terapia. Gosto mais de Quantum-Touch, é mais simples e portátil. Mas uma coisa eu sei: a menos que os seguidores do Veltheim tenham deturpado sua orientação –e muito- não foi nem dele nem em nenhum workshop que essa pessoa aprendeu ou desenvolveu essa atitude autoritária.
E isso leva a uma consideração inquietante: quantos desses terapeutas estão espalhados por aí? E considerando que esses métodos funcionam realmente, que riscos estamos correndo? Até que ponto alguém tem o direito de aplicar uma terapia sem o consentimento do paciente, obviamente o principal interessado? Ou devemos todos estar sempre protegidos por escudos energéticos (ou mesmo religiosos) para evitar esse tipo de interferência?
Sim, reconheço que a intenção pode ser boa, mas isso pressupõe pelo menos que o terapeuta seja capaz -e melhor do que o paciente- de resolver quando, como e onde aplicar seja lá qual for a técnica. Uma certa arrogância, não? E uma das razões pelas quais se quer (eu pelo menos) fugir da medicina ortodoxa, cujo objetivo sempre me deu a sensação de ser combater doenças, e a recuperação do paciente um efeito colateral mais do que um objetivo. Mas essa é outra história.
Ainda assim e apesar do argumento de que se o paciente não quiser a energia volta ou não faz efeito, pressuposto comum a quase todos os tipos de trabalho com energia que conheço; fico preocupada.
Com o poder –isso mesmo, poder- de alterar o campo energético proporcionado pelo uso de tais métodos, e suas conseqüentes repercussões no corpo físico me parece vital que a formação desse tipo de terapeuta enfatize com muita clareza o aspecto ético. Pois a qualidade do terapeuta começa pelo respeito ao paciente.
Sempre me recuso a praticar Quantum-Touch ou Pranaterapia sem o consentimento explícito do paciente, ainda que este seja uma criança e o pedido venha da mãe, pai ou responsável. Talvez esteja exagerando, mesmo por que a teoria diz que o paciente se cura e voce apenas ajuda, ou mostra o caminho (isso já ouvi até de médicos radicais), mas o respeito pelo paciente é tão importante que é certamente preferível pecar por excesso.
Claro que existem exceções: paciente em coma tem como concordar? Ou em situações em que não consegue se comunicar, desmaiado, por exemplo? Há certamente uma série de situações de exceção. Mas essas são exatamente isso: exceções. E, nesses casos, é muito confortável saber que se pode correr o risco por que, afinal, as terapias energéticas surtirão efeito ou serão inócuas.
Talvez seja a hora de começar a selecionar os candidatos a terapeuta dessas formas de terapia com mais rigor, ou de ser criado um código de ética apropriado, não sei.
Mas que se formem terapeutas capazes de respeitar o paciente. E que não me deixem chocada, nem a ninguém por mau uso do poder de trabalhar com energia. Para qualquer fim.


por Leila Maia - leilacamaramaia@gmail.com   
Psicóloga, Quantum Touch Certified Practitioner, Pranaterapeuta Atendimento com hora marcada pelos telefones (21) 9896 6320 (21) 9630 4363 e-mail: leilacamaramaia@gmail.com
Lido 126 vezes, 2 votos positivos e 0 votos negativos.   
E-mail: leilacamaramaia@gmail.com
Visite o Site do autor
Vote se você gostou deste Artigo!
Sim Não  
Imprimir
este Artigo
Enviar para
um amigo
Outros Artigos
deste autor

 
O conteúdo desta página é de exclusiva responsabilidade do Participante do Clube.
O Stum não se responsabiliza por quaisquer prestações de serviços oferecidos pelos associados do Clube, conforme termo de uso STUM.