Artigo de Maria Ivone Neto Mourão: Rios de Vidas - | Artigos do Clube
 

Rios de Vidas

Autor Maria Ivone Neto Mourão - mivoneneto@gmail.com


Tenho refletido bastante em como somos semelhantes ao rio. Penso nas águas pequenas, como um fio da nascente, frágil e que vai evoluindo pelo caminho. E nessa caminhada há muitos cenários a percorrer. Encontraremos abismos, pedras e outras águas que irão nos acrescentar conhecimentos, emoções, experiências e as muitas lições até chegarmos ao oceano.

E são muitas as águas que formam o rio da vida. E elas se misturam compondo uma unidade que vai desaguando em variados formatos. Nas margens nutritivas sementes de fertilidade alimentam-se dos nutrientes trazidos por marés. E em quantas margens espalhamos nossos reflexos tão vivos nas colheitas que se multiplicam por estações e gerações.

Observar o rio é enxergar a grandeza da vida e do laço que reúne todos os elementos que a compõem. Na água, um exemplar essencial para perpetuação de todas as espécies presentes nas mais distintas paisagens. Sua ausência é sinal de seca, de sede, de perda. E que essa sensação de escassez nos alerte para sua preciosidade.

Quanta diversidade de histórias de vidas advém das águas. Lembro-me, neste instante, do Lago Titicaca de onde contam que emergiram deuses incas. Do som das cachoeiras da Serra do Mar que formam doces rios à beira-mar nas praias de Ubatuba. Das gotas de água no orvalho da manhã. Da neblina úmida de Paranapiacaba.

E que saudade feliz das águas refrescantes dos açudes do sertão. Lembranças da infância e dos profundos mergulhos contemplando os raios do sol inundarem as águas. Como adoro sentar na areia em frente ao mar ou rio e ficar viajando no vai e vem das águas. São momentos que revigoram minha alma, que banham meu espírito de luz e que me ensinam cada vez mais o quanto somos seres conectados ao Todo.

O rio é um ciclo que se movimenta. É a sabedoria da natureza em ação. O broto que nasce, a vereda que segue, o riacho que canta, o lago que expande, o rio que amplia os horizontes e vai preenchendo os campos. Essa integração é infinita já que as águas chegarão ao mar e jamais irão cessar.

Águas que circulam e hidratam nosso corpo e estão por toda parte. Águas que espelham estrelas, luas e os raios dourados do Sol. Que as águas sejam amadas, reverenciadas e cuidadas com amor para continuarem a semear rios de vida.


  Águas da Vida clicadas em viagens especiais por meu irmão, Paulo Eugênio:
Oceanos Atlântico, Índico, Pacífico, Rio Urubamba, Lago Titicaca e Rio no Deserto da Namíbia
Planeta das Águas, Universo de Vidas

Texto revisado por Cris



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Autor: Maria Ivone Neto Mourão   
Sou aprendiz escrevendo o roteiro de minha estrada. ivonecordeiro.blogspot.com www.marcosturbo.com.br
E-mail: mivoneneto@gmail.com
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Publicado em 19/05/2009
 

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