AMOR E SOLIDARIEDADEpor Vera Ghimel - veraghimel@oi.com.br e veraghimmel@yahoo.com.br
Desde cedo a vida me ensinou a olhar o outro e a desejar ao próximo o que gostaria que acontecesse comigo. Nem tanto por cultura ou educação familiar, mas por percepção. Recordo-me de uma enchente no Grajaú, onde passei minha infância e adolescência, onde me vi dentro de uma escola pública, servindo comida aos desabrigados. Naquela época, já com os meus 13 anos, desconfiava que não havia muito interesse das pessoas quanto às necessidades dos outros. Um dos momentos mais estranhos foi quando eu comecei a distribuir, aos desabrigados com filhos, material descartável e utensílios para o cuidado com os seus bebês, e me deparei com a diretora dessa escola chamada Escola Municipal Duque de Caxias, situada no Grajaú, fazendo um escândalo e me chamando a atenção que eu não poderia dar os cobertores e objetos novos e embalados da fábrica, pois haviam coisas usadas para serem descartadas primeiro. Ela não queria que as pessoas tivessem nada novinho e mandou os seus funcionários recolherem tudo daquelas pessoas. Fiquei estarrecida e sem poder fazer nada. Já não bastava aquelas pessoas terem perdido tudo e estavam diante da devolução do pouco que eu lhes dera. Depois descobri que ela levou para a sua casa tudo o que foi doado e que ainda estava na embalagem. Ela roubara as doações. Uma diretora de uma escola pública onde eu havia feito o meu primário. Acho que esse foi o meu primeiro susto social.
Com a escalada da má distribuição de rendas e com o empobrecimento de grande parte da população do planeta, entendi que cada vez estaríamos diante de muitas dificuldades, muito por conta desse comportamento omisso e individualista de grande parte da sociedade.
Recentemente, os guardiões que me acompanham, me sugeriram fazer uma pequena pesquisa para uma constatação. Eu deveria me envolver numa grande campanha solidária, coisa que nunca fizera, pois todas as vezes que me envolvi, o fiz sozinha ou com o meu grupo espiritualista.
E foi assim que a minha amiga Juliana, querida empresária de São Paulo, me escreveu perguntando se eu conhecia algum asilo para que ela pudesse ajudar. Sincronicidades a parte, sai na busca. Minha irmã Sonya logo trouxe o nome do Lar de Otávio que imediatamente passamos a nos envolver.
Como nunca tivera essa experiência com campanhas e pedidos a pessoas desconhecidas, logo pensei, vou recorrer aos da minha lista, pois sendo cerca de 5 mil, sintonizados nesses assuntos, certamente terei um excelente resultado. E de posse das necessidades emergenciais do local escolhido, preparei o texto e enviei.
Simultaneamente, comecei a ler textos psicografados do meu arquivo que diziam que a Terra está num movimento de ascensão contínua e que as pessoas que estarão aptas a povoarem essa nova realidade serão imbuídas de amor e solidariedade. Pensei animada: "Cá comigo, acho que conheço, mesmo que, virtualmente, boa parte dessas pessoas"...
Ledo engano. Das 5 mil pessoas, pouco mais de 20 me retornaram e 15 efetivamente se envolveram. A sorte foi que essas 15 fizeram uma excelente doação. Foi 0, 3% de participação num universo de 100%. Assustador, não? Não que alguém tenha necessariamente que ajudar esse abrigo, mas daí a não responder falando absolutamente nada sobre o assunto??? O que eu pude entender e que os amigos multidimensionais quiseram me mostrar foi que o planeta está com uma desproporção de pessoas que estarão sintonizadas na Nova Terra, pois sem esses dois sentimentos (amor e solidariedade) não há como se encaixar nessa nova sintonia. Compreendi a marca dos 85% dos seres humanos que sucumbirão às novas mudanças que o planeta atravessará. Sobrarão 15% em condições de reerguer o planeta para uma melhor condição de sobrevivência e qualidade de vida. Entendo agora o porquê dos maremotos, enchentes, vulcões, terremotos etc. previstos para os próximos anos. O organismo Terra necessita recuperar toda a boa energia e retirar a que é incompatível com a nova carinha do planeta. Como numa faxina que limpa a sujeira mais grossa para depois só arrumar.
Com essa experiência, parei de sonhar com o despertar total da humanidade e me contentar com a real preocupação de apenas cerca de 900 milhões de pessoas, sendo que 8% delas (cerca de 75 milhões) estarão aptas a ajudarem na reconstrução dele.
Já começamos a ver e sentir os estragos e ter uma idéia do que vem por aí, com os terremotos sequenciais na Itália e a notícia do desprendimento do bloco Wilkins, como é conhecido na Antártica, e que tem o tamanho da Jamaica, e que flutuará livremente, o que será um sinal das mudanças provocadas pelo aquecimento global.
Não tenho muita certeza se ainda há tempo de se reverter essa situação. Mas o que me foi mostrado, por ocasião da tentativa de mobilização de um pequeno abrigo de 24 “vôs e vós”, é que posso esperar que, em se tratando do nosso futuro, “tá feia a coisa”. Que Deus nos ajude!
Texto revisado por: Cris
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