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Por que não consigo soltar a preocupação com o outro? - Alex Possato
 
Por que não consigo soltar a preocupação com o outro?
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Por que não consigo soltar a preocupação com o outro?

por Alex Possato - alex@nokomando.com.br

Você já viu pessoas que estão presas a outros, de forma quase patológica, onde a relação mais parece uma prisão com tendência sado-masoquista? A este comportamento, a psicologia nomeou de codependência. Sabe aquele papo: eu não consigo deixá-lo... tenho que cuidar dele. Existe uma postura de sentir-se responsável pelo problema do outro, e o mais engraçado é que a única coisa que une os codependentes, já que existem dois nesta relação conturbada, é o problema, e não o amor. A pessoa que ama, solta e aceita. A pessoa codependente sente-se culpada e cobrada por fazer algo.

A mente lógica até dá diversas desculpas para manter este tipo de relação, mas na verdade, existe uma força por detrás que impulsiona um codependente contra o outro, o esta força está baseada na dor e na culpa.

“A codependência se manifesta de duas maneiras: como um intrometimento em todas as coisas da pessoa problema, incluindo horário de tomar banho, alimentação, vestuário, enfim, tudo o que diz respeito à vida do outro. Em segundo, tomando para si as responsabilidades do outra pessoa. Evidentemente, ambas atitudes propiciam um comportamento mais irresponsável ainda por parte da pessoa problemática.” É o que explica o site Psiqweb. Existe no Brasil, um grupo baseado nos 12 passos, originariamente desenvolvido pelos AA, que busca auxiliar pessoas codependentes. Realizam um trabalho muito bonito, voluntário e gratuito, e quem quiser maiores informações, pode encontrar no site http://www.codabrasil.org/ .

 

Bert Hellinger, criador da terapia de constelação sistêmica, estabelece que uma das ordens para que o amor flua numa relação é a igualdade do dar e receber. “... em primeiro lugar, faz parte das ordens do amor entre pessoas iguais que reconheçam o outro como alguém de mesmo valor”.

O que o alemão Hellinger quer dizer é que, se acho que posso ajudar alguém, estou me colocando acima deste alguém, melhor que ele, e portanto, não estou amando. Em qualquer relacionamento, deve haver o equilíbrio entre o dar e receber. Dou o tanto que recebo. E vice-e-versa. Caso contrário, ocorre desequilíbrio. Isto bate com o pensamento da psicologia, que diz: “O codependente almeja ser, realmente, o salvador, protetor ou consertador da outra pessoa, mesmo que para isso ele esteja comprovadamente prejudicando e agravando o problema do outro.”

A constelação sistêmica restabelece esta ordem. A codependência é um impulso inconsciente causado por uma identificação da pessoa com algo do seu passado familiar. Por isso, o codependente não deve se sentir culpado. Simplesmente é chegado o momento de dizer: chega! Quero e vou ser feliz! E confiar no poder de cura que o universo provê a todos. Muitas vezes, só o fato de se desligar da “preocupação” e deixar que a vida tome o seu rumo sem interferir, já ocorre grande melhoria – nos dois lados envolvidos. É importante se entregar ao amor maior que permeia as relações humanas, cura e cicatriza as feridas. Ninguém tem o dom de ferir outro. Nem de curar. A cura ocorre quando nos entregamos a este amor que é maior que a nossa capacidade e inteligência humana. A ferida surge quando esquecemos disso.

 

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por Alex Possato - alex@nokomando.com.br   
Trainner em Constelação Sistêmica, consultor sistêmico, master PNL, escritor, palestrante, autor dos CDs Lei da Atração e o Processo de Aprendizagem e Lei da Atração e Equilíbrio Emocional
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E-mail: alex@nokomando.com.br
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