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A Ordem do Templo - OSMTJ-Es. de volta a Jerusalém II - João José Baptista Neto
 
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A Ordem do Templo - OSMTJ-Es. de volta a Jerusalém II

por João José Baptista Neto - krinchen@superig.com.br

Continuação...

O convenio firmado reconhece explicitamente o Grande Priorado da Espanha da OSMTJ como sucessor daquela primitiva Ordem do Templo e que seus fins são plenamente compatíveis com os valores da “Custodia” e da própria Igreja Católica: promover as virtudes cristãs, praticar obras de beneficência e de caráter social e humano. Propagar as nobres tradições da antiga cavalaria, cooperar na restauração de monumentos e obras de arte relacionadas com a tradição templária, com as ordens de cavalaria ou com a idade média em geral; fomentar todos esses valores em relação ao futuro, através da cultura e educação; manter estreito e cordial contato com instituições similares, entre outras.

A Ordem Franciscana, da qual depende a Custodia, está presente na Terra Santa desde o ano de 1217. Em 1291, ano em que a cidade de Acre, última fortaleza templária em tais lugares, cai em mãos dos muçulmanos, os franciscanos, refugiados no Chipre, continuaram tentando e propagando de toda forma possível sua presença em Jerusalém. Assim, o papa João XXII faculta à OFM para que envie todos os anos dois frades aos lugares santos e, embora os cristãos fossem oficialmente proscritos da Terra Santa, a OFM continuou presente exercendo ali seu apostolado.

É assegurada sua presença a serviço do Santo Sepulcro entre os anos de 1322 e 1327, graças a influencia dos reis de Aragón. Os reis de Nápoles, Roberto d’Anjou e Sancha de Mallorca, compraram em 1333 do Sultão do Egito a propriedade do Santo Cenáculo e o direito de oficiar no Santo Sepulcro. Em 1342 o papa Clemente V, através das bulas “gratias agimus” e “nuper carissimae” aprova tais doações e, desde então, sua presença na Terra Santa, através da “Custodia Terrae Sanctae”, é ininterrupta.

Enquanto tantos e tantos grupos que se autodenominam templarios centram sua atividade e sua própria razão de ser em buscar argumentações com o único objetivo de atribuirem-se ser os auténticos herdeiros da primogénita Ordem do Templo, o certo é que de algum modo foi a Ordem Franciscana a que poderia se denominar, sem nenhum tipo de dúvidas, a autêntica herdeira da Ordem do Templo, sobretudo na Terra Santa, onde após a perda das últimas praças cristãs defendidas pelo Templo foram os franciscanos os que se encarregaram de reconquistá-las e mantê-las até nossos días para todos os cristãos.

Hoje a “Custodia de Terra Santa”, além da função primordial de conservar e custodiar os santos lugares de nossa redenção, de evangelização e promoção dos valores cristãos, tem outras missões como: facilitar a oração dos cristãos nos santos lugares, celebrações litúrgicas nos santuários, fazer de todos partícipes da graça que disso emana, atender os cristãos do país (tanto árabes como judeus) e cristãos estrangeiros que trabalham na Terra Santa. Através de paróquias, escolas e bolsas de estudo para os jovens, inclusive uma escola de música, construção de casas, reparo de casas na cidade velha de Jerusalém, acesso a moradias, ajuda aos mais pobres e necessitados, etc. Também a de guiar e prestar serviço espiritual aos peregrinos de todo o mundo, acolher os peregrinos em diferentes hospedarias novas (Jerusalém, Belém, Nazaré, Monte Tabor, Ain Karem, Tiberíades…). Estudar e difundir a mensagem da Terra Santa por meio de revistas, internet, e sobretudo o Estudo Bíblico Franciscano de Jerusalém. Potencializar o diálogo ecumênico e o inter-religioso, etc.

Continua...



por João José Baptista Neto - krinchen@superig.com.br   
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