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Motivação

por Instituto AION - celso@aions.com.br

A motivação tem sido um dos grandes desafios das escolas de administração e, sobretudo, dos profissionais de recursos humanos e psicólogos organizacionais.
Recentes pesquisas na área do comportamento humano, têm demonstrado que a verdadeira motivação dos seres humanos vem de estruturas mentais e psíquicas, onde o pensamento é mais simbólico e foge das formalizações da linguagem adaptativa utilizada nas nossas comunicações conscientes. Isso quer dizer que a motivação faz parte de uma estrutura imanente ao homem e que, portanto, tem muito pouco a ver com as condições externas as quais as pessoas estão submetidas.
Como seres humanos e como indivíduos, possuímos uma capacidade única de combinar características humanas universais em estruturas psicológicas individuais de maneira que, ao mesmo tempo, como seres singulares, somos capazes de nos integrar a um universo maior, mantendo nossas características pessoais e distintas. Dessa forma, o ser humano tem, por exemplo um corpo, cuja estrutura é a mesma de qualquer outro ser humano, mas que ao mesmo tempo possui uma identificação particular, sua impressão digital, que é única em todo o universo.

No cerne dessa combinação, entre o universal e a dimensão pessoal, está a idéia de arquétipo, palavra cuja raiz significa arquitetura, molde, estrutura ou sustentação. Os arquétipos são, assim, estruturas psíquicas que, formadas em épocas remotas da história da humanidade, servem de modelo ou de padrões universais psicológicos.
Esses padrões são, antes de tudo, energias que estão combinadas de formas diferentes em cada ser humano e que servem de ligação entre nossa existência individual e o universo. Somente quando vivenciamos e entramos em contato com essas energias é que nos tornamos, de fato, indivíduos.
Segundo Carl G. Jung, renomado psicólogo e discípulo de Freud, os arquétipos, são uma pré-disposição da psique para criar imagens, pensamentos e formas ou idéias. Essas imagens, todavia, não estão simplesmente “arquivadas” em nossa mente, mas estão organizadas por uma estrutura psíquica, que chamou de Self.
O Self seria, então, um núcleo organizador da nossa vida psíquica, que atua tanto na realidade interna como no mundo exterior, manifestando-se em ambas dimensões, em uma correspondência que Jung chamou de “sincronicidade”.
Jung verificou em seus pacientes que imagens arquetípicas surgiam espontaneamente quando, em meio a uma crise, tinham a função de um elemento organizador da psique, que funcionam como uma compensação da vida psíquica.
Esses símbolos não são simplesmente uma alegoria ou um mero signo, mas são, antes de tudo, um complexo de conteúdo transcendental e que, por isso, supera as dimensões do nosso ego. Como diz Jung, em sua obra “Símbolos da Transformação”, “....são conteúdos reais, são agentes com os quais um entendimento não só é possível, mas necessário”.
Esses arquétipos evocam os mais remotos significados da nossa vida. Representam também idéias de unidade e identidade com princípios que não podemos compreender de forma consciente e racional.
Seria, então, possível encontrarmos um elo entre a motivação das pessoas e os objetivos organizacionais, de forma a constituir uma dinâmica de grupo orientada a um resultado compartilhado entre essas duas estruturas?
A resposta é que isso não é somente possível, mas parece ser um caminho viável frente aos desafios que, tanto organizações como pessoas vêm enfrentado nesse novo cenário de profundas transformações

Texto revisado por: Cris




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