VIDAS PARALELAS E AS BIBLIOTECAS VIVASpor Vera Ghimel - veraghimel@oi.com.br e veraghimmel@yahoo.com.br
Quando se fala em reencarnação, pensa-se imediatamente em karma e experiências ruins. Mas nem sempre é assim. Nossas vidas paralelas ou reencarnações podem ser fontes inesgotáveis de informações e de orientações. Do mesmo modo que ao nos depararmos com experiências atuais que nos remetem a sentimentos confusos e doloridos, trazendo as vidas paralelas para perto de nós, para uma limpeza geral, nós podemos aproximar essas mesmas vidas paralelas para nos orientar, estimular e inspirar. já não viu uma criança pequenina tocando um piano como um virtuose? Ela é um gênio? Não. Ela tem facilidade em acessar uma de suas existências que sabe tocar piano muito bem. Isso vale para qualquer coisa. Tem gente que diz que desde criancinha tem habilidades com determinadas coisas e assuntos que jamais viram e as pessoas muitas vezes atribuem isso a uma inteligência ou a alguma influência de um espírito desencarnado. Nada disso. Meu filho teve dos 2 aos 5 anos a influência de uma vida dele que ninguém e nenhum lugar dizia o que era. Só descobri quando fiz a retirada de arquétipos de outras existências e ele imediatamente se equilibrou.
Uma pessoa que tem acesso desenfreado as suas existências paralelas acaba se tornando o que a medicina chama de “esquizofrênica”. O dito esquizofrênico nada mais é do que o indivíduo que tem acesso descontrolado às suas várias vidas paralelas e não sabe como lidar com isso. Vive cada uma delas, verdadeiramente, e quem está de fora, não sabe como fazer para ajudar. Se partir para o medicamento, pior fica. Se uma das vidas acessadas for de algum cidadão ou cidadã agressivo, aí é que fica pior ainda.
Mas vamos falar sobre aproveitar o lado bom disso. Podemos acessar um talento desenvolvido numa dessas vidas que nesse instante nos falta. Por exemplo: Se eu estou com dificuldades em resolver uma questão financeira, posso pedir para acessar uma vivência minha que tem muita habilidade em lidar com finanças ou dinheiro. Com certeza dentre as suas 144 vidas paralelas haverá de ter uma com essas características. Desaconselho a fazer sozinho o procedimento, pelo menos no começo, até pegar o jeitinho, pois nunca se sabe se a encarnação tem vícios ou problemas comportamentais e para isso é necessário um profissional que entenda e viabilize não só acessar como a ajudar a equilibrar todo os demais pontos conflitantes dessa encarnação. É como se fosse uma doutrinação ou reprogramação dessa vida acessada.
No consultório, vejo muitas interferências de comportamentos de outras encarnações, negativamente. Aproveito enquanto estou reintegrando aquela vida numa sintonia totalmente equilibrada (viemos fazer isso aqui) e investigo se ela tem algo de positivo a oferecer.
Uma vez acessada essa vida e o respectivo personagem, você passa a exercer uma certa facilidade sobre o assunto. Já fiz muitas vezes isso tanto pra mim como para os pacientes. Nada tem de complicado se você sabe fazer. É como pedir socorro a um grande amigo. Essas influências devem ser pontuais e positivas, pois você não sabe tudo sobre aquela vida acessada que tem o seu lado negativo também, e que é sempre bom lembrar. Conectar-se com o que essa vida tem de bom, para trocar com você o que sabe e tomar cuidado para não fazer download do personagem todo, pois poderá vir vícios e atitudes negativas que você não quer viver novamente, trará uma verdadeira biblioteca de opções e capacidades que agregarão valores em sua existência atual.
Fazendo isso com serenidade e responsabilidade, você poderá ter tudo o que de melhor você desenvolveu e ainda desenvolve em suas encarnações paralelas.
Muitos já ouviram as frases “procura e acharás”, “bata e a porta se abrirá”. A vida é intensa em opções e soluções.
Quando uma mãe vê o seu filho numa situação de perigo, é tomada por uma força que levanta até um carro do chão. O que ela está fazendo é acessar uma vida paralela, possivelmente masculina, com uma força descomunal, de uma forma espontânea. Quando aprendemos sobre essa verdade, que nada tem de excepcional e explica praticamente tudo o que a ciência não consegue, passamos a parar de reclamar de nossas limitações (obviamente auto-impostas) e buscar ajuda em nós mesmos (entenderam o significado do termo “nós mesmos”?).
Sincronicidade é isso. Harmonia com as oportunidades, principalmente com a biblioteca viva de todas as suas 144 simultâneas encarnações.
Texto revisado por: Cris
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