A bola da vezpor Alzirita C. Travassos - stum@portalser.com.br
Enfim Após horas de espera Apareces ensanguentado à minha porta.
Atônita Sem saber o que fazer Aparo-te em meus braços Enlaçando o teu corpo em frangalhos, Cortado em mil pedaços Como um bolo de aniversário fatiado.
Soluçando Indago-te o porquê de tamanha maldade. Com olhar perdido na noite fria Respondes incrédulo:
- Não sei mãe! Tomaram-me como sendo o homem Que prega a bondade, o amor, Que espalha aos ventos A esperança, a paz, a união, o perdão, Que anuncia ao mundo descrente Palavras de Fé - Confiança Solidariedade - Fraternidade...
Por que tamanha maldade Com o meu humilde menino?! Por que homens desalmados, carrascos, Assassinos imundos, estupradores De almas inocentes, continuam livres? Até quando, corruptos governantes Insensíveis, lavarão as mãos, safando-se Das responsabilidades que lhes compete!
Em pleno Terceiro milênio, Nós continuamos a vivenciar Dia-após-dia-após-dia Cenas acontecidas há séculos e séculos: Os Poncio Pilatos, covardes, de hoje, Brigando entre si para concorrer ao Oscar - A estatueta cobiçada - Pelo melhor desempenho dos seus papéis bandidos Vividos divinamente na tela miserável da vida Lavando as enlameadas mãos! -
Os inocentes... Os pobres... Os desvalidos... Os velhos... As pessoas especiais... As crianças... As mulheres... É que sofrem pelas injustiças de uma justiça Cega e dissimulada.
Até quando, em nome da lei dos homens - Inocentes, como meu filho - Continuarão a ser injustiçados Apedrejados, massacrados! Até quando a impunidade prevalecerá!
- Pobre Brasil... Esta é a tua cara!
(Raiva)
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