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Eu quero é falar com o espírito!

por Wilson Francisco - wilson153@gmail.com

Várias pessoas me escreveram narrando suas experiências após o artigo “Meus Primeiros Passos na Mediunidade”. Uns entendendo que a mediunidade é uma fonte de alegria, uma ferramenta extraordinária, outros relatando suas dificuldades e mesmo uma via crucis no manejo desse instrumento, e ainda há aqueles que sofreram e sofrem restrições nas atividades mediúnicas.

Que dificuldades poderiam ser estas? Indagará alguém, não acostumado a participar de grupos religiosos. Um exemplo: Hilário era médium de cura, fiz sua iniciação na mediunidade. Confiava nele absolutamente. Era interessante sua atuação como médium de desdobramento. Saia do corpo com facilidade e consciência e ia pelo mundo paralelo, com tarefas definidas ou à procura da oportunidade de ajudar alguém.
Mas o que afetou realmente esse médium foi a atitude dos dirigentes de um Centro Espírita. O Espírito Epifânio, que utilizava sua mediunidade para fazer cirurgias espirituais, pedia sempre que fosse colocado esparadrapo no local da operação, como uma referência energética. Após os três dias do processo, o esparadrapo se soltava e estava pronto o atendimento. Pois bem, o pessoal não aceitava o tal esparadrapo e decidiu que ele não poderia trabalhar no CE, fazendo assim. Fiz contato com o Espírito, preferiu ficar na dele, afinal tinha um trabalho a fazer e o fazia. Conversei com o Hilário, ele estava triste, chateado. Então eu disse: olha meu amigo, continue trabalhando, onde você quiser e puder, você tem uma missão, então siga em frente. Meses depois ele encontrou outro grupo que o acolheu carinhosamente e trabalhou até o final de sua vida física.

A mediunidade é assim, um compromisso pessoal, independente de dirigente, de família ou de dificuldades pessoais. Você assumiu e deverá cumprir ou resolver essa situação com sua consciência e com Deus. E engana-se quem insiste em dizer que se deve utilizar a mediunidade só no Centro Espírita. Em qualquer lugar ou situação ela pode ser exercida. Eu mesmo já realizei sessões e trabalhei mediunicamente à beira de estrada, debaixo de uma árvore, no sudoeste de Minas Gerais e também atuei como médium na cadeia e, confesso, naquele lugar encontrei uma sintonia e apoio espiritual muito melhor do que em outros lugares mais apropriados.

Allan Kardec narra na Revista Espírita, editada por ele, enquanto organizava e codificava o Espiritismo, uma experiência inusitada, acontecida num grupo de experimentações psíquicas, na França. Um Espírito estava atuando num médium, através do processo de comunicação falante, quando todos perceberam que um dos dedos do médium era mostrado duro, separado dos demais. A maioria estranhou aquela postura, até que um dos participantes informou que se lembrava daquela pessoa, quando ainda encarnada, ele tivera um acidente, e seu dedo perdera o movimento. Era o jeito que o Espírito encontrara para se identificar.

Newton Boechat ainda estava encarnado, excelente médium e grande amigo do coração, foi através dele que conheci Spartaco, fundador do Centro Espírita Batuíra, isto ainda quando este CE funcionava numa garagem, no bairro das Perdizes.

Na época eu passava por situações difíceis no movimento espírita, resolvi recorrer ao auxilio dele, mas fui categórico: Spartaco, eu quero é falar com o Espírito, o Batuíra, porque ele com sua estatura espiritual e olhando “lá de cima” com certeza vai ver com mais clareza e ter um caminho, uma resposta para mim. Com sua humildade habitual, Spartaco se deixou envolver pelo Espírito e foi uma conversa extraordinária que irradiou luzes para minha alma, guardo ainda hoje no coração as palavras de Batuíra e a amizade desse médium que já deixou o corpo.

Nunca mais tive contato com eles e, recentemente, uma sensitiva que colabora no Projeto Mutação falou de uma visão que teve, enquanto auxiliava uma pessoa. Wilson, eu estava conversando com a paciente, vi que você, em Espírito, estava do lado e de repente surgiu uma grande luz que nos iluminou e veio em minha mente um nome: Batuíra. E de pronto, foi como se eu, você e o Espírito falássemos numa só voz, por uma só boca. Muito estranho, disse ela. Expliquei que ali acontecera um fenômeno espiritual de alta e fina sintonia, onde eu, ela e Batuíra, realizamos uma tarefa consciencial em apoio àquela criatura. E depois, expliquei para ela quem era esse Espírito e o porquê da minha sintonia com ele.

Meses depois desse contato com o médium Spartaco, deixei o movimento espírita, iniciando minhas investigações psíquicas e experiências espirituais fora dos centros espíritas, num grupo dirigido por Tia Zaira, uma senhora de alta sensibilidade e que tinha como Mestre Shri Ramana Marharishi. Era uma criatura de alta espiritualidade, na sala da casa dela se juntavam jovens, pessoas de todos credos e situação social e econômica. Eu estava lá, levado por uma amiga, a Cristina. Fiquei observando. Era o primeiro passo que dava fora do movimento espírita.

Lá pelas tantas, a Tia Zaira me olhou com carinho e disse: Wilson, fique à vontade, você tem Amigos Bons aí junto de você, se eles quiserem falar ou escrever por seu intermédio, pode aceitar. Será um prazer ter os Espíritos aqui em nosso encontro, você é médium, tem missão com eles, onde estiver. Fiquei feliz, pelo colinho dela, pelo olhar desprovido de julgamento, pelas mãos estendidas, sem restrições. E a partir daí, iniciei minha jornada pelos caminhos da espiritualidade sem fronteiras.

Anos depois, ancorei num terreiro de Umbanda, onde aprendi muito sobre espiritualidade em outros níveis conscienciais. Convidado pela dona Mariquinha, dirigente e pelos Guias dela e do seu José, seu marido, realizei naquele templo sessões de Espiritismo, de mesa branca, como eles gostam de dizer. Aprendi muito sobre a mediunidade e como receber comunicação de olho aberto, andando. Conheci os mistérios do cachimbo que com sua fumaça desfaz as bactérias energéticas do ambiente; do aguardente que serve como ingrediente para facilitar o transe; do som dos pontos cantados ou riscados, que favorecem a sintonia etc.

Desde então sigo essa viagem pelos caminhos da espiritualidade. Ouvir, aprender e praticar tem sido a tônica de minha vida e curou-me. Não tenho mais dificuldades nem restrições porque meu espaço de trabalho é o Universo. E aceito, com humildade e carinho toda e qualquer informação.

Costumo dizer que às vezes o Universo, caso não tenha à mão um instrumento precioso para passar uma mensagem, utiliza o primeiro que encontra. Uma cliente, outro dia me disse: Wilson, eu estava parada perto do metrô, pensando na vida, sem saber exatamente como dar um rumo aos meus passos, quando do meu lado um bêbado disse: olha, minha senhora, se não der o primeiro passo, você não sai do lugar. A cliente deu uma gargalhada, daquelas que nos permitem soltar todos os macaquinhos internos, sentiu-se limpa, revigorada e olhou com ternura e gratidão o pobre homem. Ele fora o portador da revelação divina para aquela alma em desalinho. Dê o primeiro passo, vire a página, olhe mais distante, observe o que está lá do outro lado da rua. Há sempre um horizonte, um caminho esperando por seus passos. Minha senhora, dê o primeiro passo.

Texto revisado por Cris


por Wilson Francisco   
Terapeuta Holístico. Desenvolve processo que faz a Leitura da Alma; Toque Quântico para dar qualidade à circulação e aos campos vibracionais; Purificação do Tronco Familiar e Cura de Antepassados para Resgatar, Atualizar e Realizar o Ser Divino que há em você. Para agendar: 11-953082770 ou 11-959224182. Av. Brig. Luiz Antonio, 2050 Loja 09
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