O RETORNO DAS BRUXAS - A Religião da Grande Mãe.por Natan-Kadan - contatodoportal@hotmail.com
A Bruxaria Moderna está lutando pelos seus direitos e pela mudança da imagem dos seus partidários. Os praticantes acreditam que já é tempo de suprimir os preconceitos seculares e as discriminações eternizadas por desconhecimento e incompreensão.
Para começar, existe uma grande confusão acerca de Bruxaria Tradicional e Bruxaria Moderna. A Bruxaria Tradicional tem as suas raízes no período pré-histórico e nas antigas práticas xamânicas. Tal e qual os xamãs, o papel social das bruxas era dividido entre o auxílio à população na cura de problemas de saúde (problemas da carne, da psiquê e do espírito) e o contato com os espíritos dos mortos e dos deuses (encaminhamento de espíritos recém-desencarnados, obtenção de favores da Deusa e/ou dos Deuses, previsões do futuro).
A Bruxaria Moderna, embora tenha uma relação firme com a Bruxaria Tradicional, surge historicamente com Gerald Gardner, com a criação da Wicca no ano 1950. Apesar de a Bruxaria Tradicional ter vindo a consumir elementos estranhos a suas raízes ancestrais, sua base fundamental é bastante distinta do da Bruxaria Moderna, pois Gardner adotou não apenas novos elementos, mas misturou o que teria aprendido como iniciado na Bruxaria Tradicional com conhecimentos adquiridos junto ao druidismo e conceitos de origem claramente oriental.
O termo "wicca" provem de witch (bruxa) e representa uma religião pagã e identificada com a natureza, que não faz sacrifícios, nem tem o propósito de semear o mal e muito menos dar crédito à existência do demônio ou desenvolver cultos satânicos. Atualmente muitas mulheres wiccanas se orgulham de serem chamadas de bruxas. Esta atitude é uma forma de alterar as mentalidades, manifestando com espontaneidade e sem temor a sua verdadeira condição.
A Bruxaria, sendo caracterizada pela liberdade de pensamento, acaba por apresentar uma ampla linha de pensamentos e de características bastante diferentes, porém, algumas ideologias apresentam uma melhor compreensão do seu significado e afastam conceitos equivocados:
O Respeito ao Livre-Arbítrio - Nenhum verdadeiro bruxo doutrinará aqueles que têm outro credo. A fé só é verdadeira se resultar de escolha individual e espontânea. Nenhum verdadeiro bruxo realizará qualquer tipo de feitiço no intuito de se beneficiar de algo que prejudique outra pessoa. Cada um tem seu próprio desafio a enfrentar. Usar de qualquer subterfúgio para escapar dos desafios é apenas adiar uma luta que terá de ter lugar nesta ou em outras vidas.
A Comunhão com a Natureza - O verdadeiro bruxo respeita a natureza, e entende por natureza tudo aquilo que não é feito pelo homem. Quando preserva a natureza, as suas preocupações não são a manutenção da vida humana, respeita a natureza simplesmente porque se sente parte dela e porque a ama. Não acha que a natureza está à sua disposição. Os homens, os minerais, os vegetais e toda a espécie de animal são apenas colegas de caminhada, nenhum mais ou menos importante que o outro.
Ao rastrear as origens do termo "bruxa", se encontra a palavra latina pluscios (plus = mais; cios = saber), que significa "pessoa de muito saber". E como "a verdade sempre teve inimigos", é natural que saber mais do que o aceito e estabelecido sempre resultou em problemas à ordem comum, principalmente a religiosa.
Com o advento do cristianismo, as formas de religiosidade primitiva e suas divindades foram consideradas ameaçadoras ao novo sistema de fé. Por conseguinte, a Igreja cristã transformou o Deus cornífero, também reconhecido no deus Pã dos bosques, num dos principais personagens da sua propaganda antipagã, incorporando-o ao funesto Diabo e chegando ao extremo da caça às bruxas durante o "Reinado de Terror", instaurado na Europa de 1300 a 1600.
A visão errônea que se tem da bruxaria é o resultado do seu histórico de perseguições e horrores originados durante a idade média, quando a bruxa foi transformada em sinônimo de mulher má e temida pelos poderes adquiridos do demônio, que podia intervir maleficamente no destino das pessoas e assumir excêntricos disfarces na sua incumbência de difundir o mal pelo mundo.
O fato é que nas últimas décadas vem crescendo a quantidade de covens comprometidos em propalar a bruxaria como um caminho espiritual e uma forma de vida particular, essencialmente dirigida ao desenvolvimento do ser, à luz da consciência.
Enquanto religião arcaica e telúrica, a bruxaria é herdeira direta do culto à Grande Mãe – a Grande Deusa fecunda, amorosa, provedora e protetora, também representada pela Lua em três das suas fases: na crescente é a mulher virgem, na cheia é a mãe e na minguante é a anciã (a sábia).
A doutrina da Grande Mãe harmonizou uma etapa primordial na evolução do homem como indivíduo e grupo social, exercendo influência no mundo antigo. Todavia, quando esse homem entendeu que poderia acumular propriedades comunitárias cultivadas pelas mulheres, deu-se o início da ascensão do poder masculino e da sociedade patriarcal. Daí em diante, o culto à lua passou a ser substituído pelo culto ao sol, ressaltando o poder masculino encarnado na imagem de um deus guerreiro, portador da luz e da razão suprema. Nessa nova contextura de poder, a sensibilidade, o sentimento, a imaginação e a intuição – qualidades do universo feminino – perderam importância para o raciocínio lógico, a técnica e as leis.
Os covens que trabalham exclusivamente com o aspecto da Deusa estão em sintonia com essa tradição, e podem recusar a admissão de seguidores homens.
A Deusa e o Deus são cultuados com o mesmo valor e associados aos ciclos da natureza. O homem da idade do matriarcado, que ignorava a sua participação na fertilização da mulher (atribuída à Lua), sentia a presença do sagrado em todas as coisas. Em sua religiosidade, ao identificar seu Deus, colocou-lhe aquilo que, na sua condição de caçador, lhe pareceu os símbolos de poder mais significativos: os chifres, pois são instrumentos de defesa e luta na vida animal. O Deus chifrudo da bruxaria, que é uma deidade fálica da fertilidade e da criatividade intelectual, é a contraparte masculina da Deusa e com ela representa o equilíbrio dos opostos, reproduzido na alternância dia e noite, luz e treva, yin e yang, macho e fêmea.
Os encantamentos são os meios mágicos da bruxa, desde que não interfiram no livre-arbítrio de ninguém. "O fundamental na bruxaria é que a pessoa só tem o direito de fazer aquilo que não afete o outro", em função da ação de uma das leis mais importantes à sua prática: a lei tripla, a qual determina que tudo o que se faz volta três vezes para a própria pessoa.
As sociedades anteriores ao período moderno reconheciam o poder das bruxas e, em função disso, formularam leis proibindo que crimes fossem cometidos através de meios mágicos. Esse contexto relativamente benígno permaneceu sem grandes alterações por séculos.
Hoje em dia, a bruxaria está sendo resgatada de maneira ligth, limpa, clara, como uma filosofia de vida, pois o pensamento mágico requer a intenção certa para influir positivamente nas circunstâncias e tornar o encantamento eficiente. A verdadeira bruxa, sem perder de vista a fronteira onde começa a liberdade do outro, sabe utilizar sua arte até nas situações banais do dia-a-dia, na rua, no shopping ou no seu trabalho.
por Natan-Kadan - contatodoportal@hotmail.com
Regressão, Alchemist Healing (cura com as mãos), Vortiônica (cura com o pêndulo), utilização de máquinas como o Oberon (Russa) para detectar problemas biológicos, anti-toxic (Européia) para retirada de metais pesados e Zapper = antibactericida (Canadense). Atua também com a Mesa Alquímica, para prever o futuro. Atendimento a empresas e particulares
Lido 945 vezes, 34 votos positivos e 10 votos negativos.
E-mail: contatodoportal@hotmail.com
Visite o Site do autor |
|