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SEPARAR... DÓI OU NOS FAZ CRESCER?

por Márcia Malvazzo Almeida - mamalvazzo@uol.com.br

Separar é afastar, romper, interromper, fazer cessar... Certamente, alguma vez na sua vida você já passou por alguma dessas situações. Talvez tenha se separado de alguma coisa, de algum lugar ou de alguém...

Quando falamos em separação logo vem à nossa mente separar de um relacionamento amoroso, não é mesmo? Mas não é só isso, embora também seja isso! Existem diversos tipos de separação: afastar-se de um emprego, separar-se por motivo de viagem, interromper um curso, separar-se de um namoro, por um divórcio, enfim...

Uma criança quando nasce se separa bruscamente daquele espaço aconchegante, gostoso e quentinho em que estava dentro da mãe. Uma viagem faz você se separar das pessoas que ama, cortando as raízes do convívio, fazendo você sentir saudade... Hoje ouvi alguém dizer que quando se aposentou sofreu muito com a separação do trabalho. Percebi que isso gerou nela um sentimento de impotência e incapacidade, e quem sabe também de insegurança!
Num relacionamento, quando não dá mais certo, o caminho na maioria das vezes não é outro senão o da separação. Inevitavelmente um dos dois, ou os dois, experimentam a sensação de “rejeição”.

Me lembro como se fosse hoje, quando a minha filha me deu a notícia de que iria morar sozinha... Chocada e com a sensação de perda pensei: Meu Deus! onde foi que eu errei? porque ela quer se separar de mim?
E, quando chegou a vez do meu filho... aos 21 anos, ele me disse: "Mamma, precisamos conversar" De novo... mas com uma sensação diferente, perguntei: "sua namorada está grávida?". Não mamma, pretendo morar sozinho... ufa... que alívio! não por ele ir morar sozinho, mas por saber que não era gravidez naquele momento.
Percebi o quanto eu estava sendo egoísta, na primeira situação com a minha filha, não consegui perceber que essa separação era muito importante para ela. E, quando na vez dele, é fato que doeu, mas aceitei, apoiei, e deixei eles crescerem... entendi que aquilo era ousadia, crescimento... vôo e liberdade! Afinal, a separação era apenas de casa, não de mim!

Não há como fingir que não, mas todos esses motivos são sempre muito doloridos.

A separação gera um sentimento de vazio... e dependendo de cada situação, desenvolve outros sentimentos (como os que citei acima) de perda, rejeição, impotência, incapacidade, desamparo, abandono etc.

Sem compreender isso, muitas vezes a pessoa se fecha, atropela, fantasia coisas que não existem e entra num processo de luto... perdendo o prazer em coisas que antes a interessavam. Sente-se triste, frustrada achando que a vida ficou sem graça!
Esse momento, ao contrário do que parece, é justamente o ponto de partida!

POR QUE, ENTÃO, NOS SEPARAMOS?
Esta é uma frase sobre a qual todos nós temos que refletir em várias ocasiões durante nossa vida. Em primeiro lugar, tente analisar todos os ângulos possíveis da situação. Isso fará parte do seu crescimento pessoal.

Tudo bem que às vezes nos sentimos fragilizados; não somos infalíveis e super-heróis só existem em gibis. Mas parar por aí... é injusto. Separar não significa "fechar as portas". Separar, às vezes, é preciso!

É preciso criar um vazio para que se possa preenchê-lo com coisas novas... para crescer, experimentar, sonhar, ousar e recomeçar... “re”construir... Recomeçar e reconstruir são as palavras!
Nas obras da nossa vida não precisamos de arquitetos para planejarem por nós. Podemos construir ou reconstruir sozinhos a casa em que vamos morar; devemos construir janelas e não grades. Janelas e portas grandes, espaçosas, para saber que podemos com muitas bagagens entrar e sair de qualquer situação, abraçar a vida com paixão. E, se precisar perder... perder com classe e vencer com ousadia!

Fomos feitos com a capacidade de sair da derrota para a vitória, das perdas para um encontro, da separação a um desejo... O desejo de voar grandes alturas e acima das desilusões.
A separação é um convite a uma nova visão da vida. A um novo desafio. Um novo caminho...

Não tenha medo de dar um grande passo quando for necessário. Separar não é finalizar, separar é também experimentar coisas novas, é saber fazer acontecer, mas para isso não é preciso se perder pra saber que uma separação é só uma questão de aprender a crescer!


Márcia - Psicoterapeuta
Consultório I - (11) 5062-7806 - Jardim Saúde - SP
Consultório II - (11) 5051-1356 - Moema - SP
Celular: (11) 9 9118-9622



por Márcia Malvazzo Almeida   
Psicoterapeuta,Terapeuta Holística, Psicanalista, atende em São Paulo, trabalha com resgate da autoestima e autoconhecimento. Atua na área da Medicina Complementar, participa de Congressos, Seminários. Também Acupunturista, trabalha com Neurolinguística, Florais de Bach, entre outros. Palestrante, escreve para Jornais, Revistas, Newsletter
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E-mail: mamalvazzo@uol.com.br
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