Huna pode ajudar a perder/ganhar peso. Você consegue - Jens Federico Weskott
 
Bookmark and Share

Huna pode ajudar a perder/ganhar peso. Você consegue

por Jens Federico Weskott - jweskott@uol.com.br

Quando Enid Hoffman escreveu Huna, A Beginner’s Guide (Huna, um Guia para Iniciantes) já rumava para os 70, dava aulas e havia ‘superado’ quatro maridos, como conta na introdução. "Huna é de todo mundo, pertence a quem queira usá-lo", diz. Mais que modelo rígido, é um padrão capaz de explicar eventos até então misteriosos. “Aprendi como minha personalidade foi construída e como reconstruí-la. Quis governar minha vida, ganhar poder para ter sucesso e tornar-me produtiva e satisfeita”.


Para ilustrar, traz um exemplo prático: motivar o eu básico para emagrecer (ou ganhar peso). Por que é tão difícil emagrecer? E pior, por que o corpo tende a voltar, logo ou após certo tempo, ao peso anterior - indesejável?

Há inúmeras receitas. “Dietas e regimes são um bom exemplo do conflito entre os dois eus (o consciente ou médio e o inconsciente ou básico). Uma mulher, que durante muito tempo pesava 80 kg, decide emagrecer e perder 15 kg. O eu básico, obviamente, tinha fixado o ponto de equilíbrio para este corpo em 80 kg. A mulher decide usar o poder da sua vontade e enfrentar um regime. Faz uso da razão, consulta um médico, recebe uma dieta e a pratica. Agora, duas vontades estão prestes a atuar, cada uma disposta a atingir metas diferentes. A pugna começa. O eu médio está obcecado em reduzir o peso a 65 kg. Tem sucesso - por algumas semanas. Mas o eu básico usa toda a sua astúcia para voltar à sua meta dos 80 kg. Emite angustiosos sinais de fome, assedia a mente com visões de pratos deliciosos e faz de tudo para estimular o eu consciente a comer mais.

O esforço para vencer esses pensamentos é tão cansativo que o eu médio acaba amolecendo. Após impor sua vontade por algum tempo, desiste e se rende à força do desejo suprimido. O peso volta aos 80 kg e permanece constante.

Você tem problemas de peso? Veja como resolver divergências entre você e seu eu básico. O eu básico possui um desejo inerente de harmonia: sempre quer atingir o ponto de equilíbrio entre as polaridades. Esse traço essencial e maravilhoso contribui para nosso bem-estar e nos ajuda a sobreviver. É melhor entender esse milagre e cooperar com ele em vez de combatê-lo.

Podemos descobrir como se originam as divergências sobre o peso ideal. O eu básico visa equilibrar quente e frio, magro e gordo, rico e pobre e outras polaridades. É preciso conhecer os pontos de equilíbrio para poder mudá-los. Desenhe uma escala como mostra o diagrama. O peso maior (à direita) deveria ser uma vez e meio seu peso atual, e o menor (à esquerda), cerca da metade; assim, seu peso atual estaria perto do centro.

Você pode usar o diagrama para encontrar seu peso de equilíbrio. Mantenha o pêndulo sobre o ponto onde convergem as linhas e peça ao seu eu básico para oscilar a fim de mostrar o que considera o peso ideal para este corpo.

Suponha que o pêndulo indique 70 kg, isso apesar de você achar 60 kg seu peso ideal. Como mudar o ponto de equilíbrio? Primeiro, convém refletir seriamente acerca de seu desejo de mudar de peso. Qual é a razão? Há bons motivos que afetam sua felicidade ou você está satisfazendo o desejo de alguém? Consulte seu eu básico com o pêndulo para saber por que fixou 70 kg. Pergunte: é porque mamãe pesa 70 kg? É porque você sente que precisa se esconder de outras pessoas? Você tem medo de ser mais magra(o)? Você tem medo de sentir frio sem os quilos que você tem?

Se estiver com certeza de que uma perda de peso é desejável, saudável e sensata, comece o processo de mudar seu ponto de equilíbrio mediante sugestões, repetições e sensações físicas. De modo firme, claro e explícito, peça a seu eu básico para mudar sua meta de peso de 70 para 60 kg. Feche os olhos e visualize-se com seu corpo atual.
Embaixo dessa imagem, coloque a inscrição 70 kg. Agora, apague esta inscrição com uma grande "X". Deixe a imagem toda se desfazer antes de abrir os olhos, fique sentada(o) calmamente por um momento e diga ao seu eu básico que agora verá o peso ideal para este corpo. Feche os olhos, visualize como gostaria de ser e escreva "60kg" embaixo. Deixe a imagem brilhar, veja-se com um sorriso feliz no rosto. Depois abra os olhos.

Em sua casa, coloque mensagens visuais, como anúncios coloridos "60kg", onde seu eu básico as veja com freqüência. Conte-lhe os benefícios que virão com a redução de peso e deixe-o atingir, ele mesmo, a meta que você fixou.

Não se preocupe se ele pode atingir a meta, já que isso significaria que você não confia nele. Ao se preocupar seu eu básico se torna ansioso, sentirá culpa em vez de esforçar-se na meta. Dê a tarefa ao eu básico, relaxe e deixe-o atuar.

Equilíbrio no mundo material

Há mais conflitos sobre o ponto de equilíbrio que envolve os dois eus. Quantas pessoas têm problemas com as polaridades rico e pobre? Em casa as crianças aprendem que é preciso trabalhar duro para acumular dinheiro e bens. Porém, nas aulas de religião recebem a mensagem que os pobres são abençoados e os ricos, gananciosos. Coitados dos seus eus básicos!

Onde fica seu ponto de equilíbrio financeiro? Para descobrir isso, use a escala acima, apenas substituindo os quilos por reais. No centro, coloque sua renda atual, na esquerda, a metade dela, e na direita, uma vez e meia sua renda atual. Após estabelecer com o pêndulo seu ponto de equilíbrio financeiro, você pode querer mudá-lo. É possível aumentar sua renda com o mesmo método usado para reduzir o peso.

No caso de sua atitude frente ao dinheiro ser muito rígida - e atitudes frente ao dinheiro costumam sê-lo - contate seu eu básico a fim de descobrir quais são essas atitudes e como se formaram. Só então poderá mudá-las.

E Enid finaliza: “Tentei expor a lei universal do equilíbrio como eu a entendo para que você compreenda melhor o maravilhoso eu que mora com você no seu corpo. O objetivo mais importante que você pode se colocar é o de entender este eu. Daí surgirá paz, tranqüilidade e felicidade, tanto para você quanto para todas as pessoas de seu entorno.”

De um autor desconhecido: “É preciso reviver o sonho e a certeza de que tudo vai mudar. É preciso abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós. Onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver”.

Texto revisado por Cris

por Jens Federico Weskott - jweskott@uol.com.br   
Lido 4724 vezes, 173 votos positivos e 3 votos negativos.   
Visite o Site do autor.   
Vote se você gostou deste Artigo!
Sim Não  

 
O conteúdo desta página é de exclusiva responsabilidade do Participante do Clube.
O Site não se responsabiliza pelas opiniões expressadas ou eventuais violações de direitos autorais.