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Muito além do quinto sentido  
   

Muito além do quinto sentido

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


Apesar das sombras da ignorância que ameaçam o seu crescimento, o homem evolui. E, à medida que ocorre essa evolução, a sua consciência expande em busca de novos conhecimentos.

Chegará um dia, e esse dia não está tão distante, em que o quinto sentido sensorial não será mais o limite entre o "céu e a terra", porque acompanhará a expansão consciencial humana. A percepção extra sensorial será um recurso tão comum no estabelecimento das comunicações entre os seres, que os cinco sentidos atuais inerentes à condição humana, serão superados em níveis de importância.

Hoje, ainda consideramos como válida a apologia do discurso. A verborragia, muitas vezes vazia de conteúdo e de verdade, continua repercutindo em nossos psiquismos como uma referência básica e necessária para interagirmos com a ótica realista das relações humanas.

No entanto, haverá um dia, nesse processo expansionista da alma humana que já iniciou, em que o silêncio interior será a nova base de referência para as relações interpessoais. O uso da palavra através do mecanismo da fala, ficará obsoleto no sentido da comunicação, pois a inteligência humana evoluirá à telepatia.

Fala-se em condição humana, porque na dimensão espiritual sabemos que a nossa realidade é a comunicação pelo pensamento, pois, à medida que para lá retornamos, dispensamos o mecanismo da fala e as inquietações inerentes à natureza encarnada.

A propósito disso, jamais esquecerei uma experiência que passei quando era jovem. Havia sofrido um acidente esportivo com forte pancada na cabeça, mas, conforme diagnóstico médico, sem ser considerado traumatismo craniano grave. Com perda parcial da consciência, aos poucos fui recuperando-a até voltar ao "normal". No entanto, à noite, à frente da TV assistindo ao telejornal, comecei a perceber que antes que o comunicador falasse, transmitindo a notícia, eu já sabia o conteúdo de sua fala e adiantava essa informação em segundos ou décimos de segundos. E assim fiquei até o final do noticiário, divertindo-me telepaticamente com o comunicador. No outro dia, porém, tudo voltara ao normal, quando percebi que me encaixara novamente à "realidade".

Alguns sensitivos conseguem, mesmo sem conhecer essa pessoa, captar vários aspectos de sua personalidade. Outros, muitas vezes, considerados "tímidos" porque quase não se comunicam através da fala, conseguem, em seu mundo silencioso, captar e codificar todas as informações de que necessitam, dispensando ou deletando as demais.

A propósito dos considerados "tímidos", a psicologia e a psicopedagogia, principalmente, precisam observar melhor essas crianças, porque elas podem estar escondendo no "rótulo" o potencial extra sensorial da criança índigo, ou seja, não necessitando quase da fala para se expressarem na relação com o mundo à sua volta.

Pelo fato de vivenciar a realidade mediúnica pelo trabalho profissional e também voluntário, vejo no sensitivo (ou médium) equilibrado, algo parecido com o homem do futuro, pois o seu sexto sentido, por ser o canal de comunicação com outras dimensões do universo, aponta a natural tendência das próximas gerações de humanos.

Não subestimemos os tímidos, reservados ou introspectivos. Não os rotulemos por não pertencerem à aldeia global das comunicações. Entre eles poderemos encontrar genialidades à serviço do avanço científico que a humanidade tanto necessita.

A massificação e a generalização dos conceitos leva-nos à cegueira, enquanto a clarividência dos mesmos, eleva o olhar às diversas facetas e direções da natureza humana.

Observemos melhor os esquizofrênicos. Será que não está nos faltando aprimorar a visão a respeito deles? E os portadores de deficiência mental severa, porque a abismal diferença se comparados com os ditos "normais"?

Precisamos, ao observá-los com outro olhar, sairmos da caixa de encerra a aldeia global de informações. Porque é no caminho da visão trancendental, a partir do sexto sentido da percepção extra sensorial, que teremos a confirmação de que a nossa existência vai muito além do egocêntrico sentimento de finitude que costumamos alimentar durante a vida. Resta-nos abrir nossos corações e mentes para as verdades da realidade transcendente e, dessa forma, entendendo os significados entre "o céu e a terra", crescermos com ela.

Psicanalista de Orientação Reencarnacionista.
www.flaviobastos.com

Texto revisado por Cris


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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 08/12/2006
 

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