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Diabete: A busca da verdadeira cura

por Mauro Kwitko - maurokwitko@yahoo.com.br

O paciente R.N.S., 27 anos, sexo masculino, vem à consulta por causa do diabetes.
Ele diz: “Tenho Diabete desde os dois anos de idade. Foram muitas falhas na minha criação, fui sempre muito castrado, bem comportado, o queridinho do pai e da mãe, sempre muito estudioso, me anularam! É difícil me libertar do que me fizeram, de como me criaram, preso, sem objetivo, sem finalidade na vida. Estou sempre cansado, tenho uma insatisfação, sou muito desatento, distraído, uma desordem mental. A minha mãe sempre fez tudo por mim e assim me anulou”.
Na sessão de regressão ele acessou uma encarnação passada.
“Uma luta, uma confusão, muitos cavalos, armaduras, muitos gritos, eu estou correndo. Tem muita luta, gente correndo, crianças, soldados a cavalo, estou me defendendo dos golpes, é difícil escapar, pessoas sendo mortas, quero sair, fugir, somos camponeses e eles estão de armadura. Caí, estou sendo pisoteado, estão indo embora. Continuo caído, deitado, um homem me dá a mão para levantar, fico de pé mas estou tonto, vamos caminhando, tanta gente morta, tantos feridos. Ele veio me ajudar, estou na casa dele, está cuidando de mim, não estamos conversando, estamos em silêncio.

Agora estou num penhasco, o mar lá embaixo, sou um solitário, lá no topo a visão é muito bonita. Estou sentado, fico observando por muito tempo. Fui lá para ficar sozinho, ali é bom, a noite cai, eu fico ali parado, gosto de ficar contemplando. Sinto uma barreira que não consigo transpor, é alta, forte, não me deixa ver nada, desisto de transpô-la. Estou na frente dela, como se fosse o fim do meu caminho, ela é uma imposição, colocada ali para que eu não passe, me empurra para trás, não tenho força, os meus braços doem. Eu tento mas não consigo, ela me empurra contra a parede, estou preso, forço para me libertar, mas não consigo.
Estou parado, não consigo me mexer, entre a imposição e a parede, não tenho mais forças para lutar, eu desisto. Tudo é criado por mim mesmo, para ficar parado, é uma forma de me podar, de não me deixar evoluir, de me deixar cansado. É mais forte que eu, não me deixa passar, é uma incapacidade minha de ir à frente, de arcar com a responsabilidade, de realmente viver, esperando que alguém venha me ajudar. Meu diabetes vem disso, de não acreditar em mim, não confiar em mim, me achar incapaz, ter que depender dos outros, me achar um coitadinho, ter pena de mim. Há muitas vidas tenho sido assim, é um peso! Eu carrego esse diabetes há muitas vidas, sempre por não acreditar em mim”!

É sabido, nos meios alternativos, que uma das personalidades que desenvolvem o diabetes são as pessoas que sofrem de autopiedade, de vitimação, de incapacidade, de baixa auto-estima, uma atitude de desistência, um viver amargo, que faz com que criem um meio interno “doce” para si. Uma pessoa com esses autoconceitos e sentimentos é normalmente parada, contemplativa, de baixa energia. Como o pâncreas é a glândula encarregada da produção da insulina - cuja função é facilitar o ingresso da glicose para dentro das células a fim de gerar energia - esse tipo de pessoa não precisa de muita energia e então o pâncreas, por um mecanismo de autofeedback, vai parando de produzir a insulina, até que surge o diabetes.

No caso da doença surgir na infância, como no caso desse paciente, trata-se de um mecanismo repetitivo, psíquico (causa) e físico (conseqüência), de outras encarnações. A possibilidade de uma cura real é a mudança radical dessa maneira de ser, com o paciente passando a enxergar-se e à vida de um modo completamente diferente, ou seja, tornando a vida “doce” e a pessoa alegre, ativa, forte, segura e motivada. Mas é preciso uma grande força de vontade e determinação para que ocorra essa reforma íntima, essa “docificação”, e isso é justamente o que falta a esses pacientes. Essa é sua doença, e a maioria não consegue modificar-se, e então necessita dos medicamentos alopáticos, que felizmente existem.
A postura de vitimação, a autopiedade, o amargor, a sensação de incapacidade e de fracasso lhe acompanham há algumas encarnações, causando nessa atual encarnação o ressurgimento do diabetes, com apenas dois anos de idade.

Durante nossa conversa, após o retorno, comentando essas descobertas, ele fez o seu próprio diagnóstico, ao afirmar que tinha a sensação de ter um “pâncreas contemplativo”. Será que curando-se de seus autoconceitos depreciativos e pessimistas, passará a necessitar de mais energia, e seu pâncreas, então, se verá obrigado a produzir insulina para acompanhar o novo ritmo existencial? Será realmente possível curar essa doença assim? Os seus exames laboratoriais estão cada vez melhores, mas ainda falta mais força de vontade para curar-se de vez.

Embora esse paciente não tenha mencionado características de sua personalidade naquelas duas encarnações passadas (o camponês assassinado e o contemplativo da montanha), ele retornou da regressão com a sensação de ter sido do mesmo modo como se vê na atual encarnação, o mesmo jeito passivo de ser, a mesma resignação, impotência e desânimo existencial. Percebeu o que afirma a Psicoterapia Reencarnacionista: na sua infância apenas afloraram as características que já trazia consigo, e era incorreto o seu raciocínio de que ele se tornara assim por causa da postura dos pais na infância, de “castrá-lo” e de “podá-lo”. Ele entendeu que já nasceu “autocastrado” e “autopodado”, e que reencarnou justamente para curar isso em si!

A Psicologia tradicional, não trabalhando com o antes, precisa encontrar as “causas” na infância, e com isso cria as vítimas e os vilões, enquanto a nova Psicoterapia Reencarnacionista trabalha com a noção das trajetórias encarnatórias em busca da evolução, e tem, conseqüentemente, uma visão muito mais ampla.

Um caso como esse, somado a de outros pacientes que sofrem de diabetes e têm uma personalidade muito parecida, na questão da autopiedade, da vitimação, da resignação e da baixa auto-estima, sinaliza que, talvez, uma das causas da baixa produção de insulina por seu pâncreas esteja realmente relacionada com o amargor, com a falta de uma visão mais doce da vida. A causa não está na genética, está antes, na pré-genética, mas isso só será comprovado quando a Ciência evoluir mais e começar a pesquisar esse antes, mas para isso precisará endereçar-se cientificamente para o “invisível”, sem confundi-lo com os conceitos religiosos. Continuemos estudando profundamente os pacientes diabéticos, e quem sabe encontraremos a sua cura real. A pergunta que pode levar ao entendimento do diabetes é: por quê alguém quer ficar doce dentro dele? Eu prefiro ficar doce por fora...

Esse paciente, ao mesmo tempo em que realiza conosco um tratamento profundo de busca de sua real cura, usa medicamentos alopáticos para controlar a sua doença. A grande falha da Medicina Alopática não são os seus medicamentos, e sim a sua postura de afastar o paciente de sua doença, considerando-a independente dele, quando na realidade o doente é a sua própria doença. E a cura da doença é a cura do paciente. Chegará o dia em que as Medicinas se unirão e teremos a Medicina Holística, do corpo, da mente e do Espírito.



por Mauro Kwitko   
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