POR QUE NÃO ACEITO MEUS ERROS ??? - Paulo Valzacchi | Artigos do Clube
 
Esqueci a senha
 

 
Bookmark and Share

POR QUE NÃO ACEITO MEUS ERROS ???

por Paulo Valzacchi - paulo@cebinet.com.br

Muitas pessoas têm me perguntado a respeito das raízes da não aceitação dos erros. Como é difícil aceitar os nossos próprios erros! Em geral, pessoas que não aceitam os próprios erros (e isso é muito comum) têm a tendência de se manterem afastadas de si, pois não aceitam o seu próprio Eu interior, a sua essência e isso cria bloqueios excepcionais tornando-as duras e ao mesmo tempo frágeis. A perfeição para essas pessoas é fundamental e isso cria um sistema de autocrítica que pressiona o próprio ser, além, é claro, de pressionar as outras pessoas; esse é um comportamento padronizado.

Mas vamos observar profundamente onde está a origem fundamental deste tipo de comportamento. Tudo começa pela nossa educação. Todo o nosso desenvolvimento está errado; ele nos limita, nos dá idéias e crenças ultrapassadas e limitadoras. Todas as crianças são ensinadas a serem autocríticas, a verem que estão erradas em tudo. Esse ensinamento é dado aos poucos, é algo construído, não se recebe numa dose só. Ao final, temos um adulto doente pelo medo de errar e vigiado eternamente pela sua autocrítica. Ao final, toda a sua vida se torna uma condenação; amizade e amores se tornam impossíveis porque quando você se condena, condena os outros; este é o mecanismo. E tudo o que você está criticando é absurdo; você perde a sua espontaneidade, a sua riqueza e o seu individualismo.

Se você parar para analisar verá que nossos pais sempre fizeram tudo aquilo que eles criticavam na criança. Um simples exemplo: eles estavam sempre vendo televisão até tarde da noite - eles estão certos - e você devia ir dormir antes das nove horas. Pouco a pouco você fica acostumado a essas coisas e começa a sentir: “Eu sou errada. Tudo o que faço é errado.”

Olhem para os seus pais: eles sempre criticaram você, nunca disseram que você estava fazendo algo certo. Por isso fale para seu filho: "Você está fazendo a coisa certa".
E perdoe, perdoe seus pais; afinal, eles seguiram um padrão assim como você mesma pode estar seguindo. Nós damos continuidade à frustrante educação que tivemos e, com sede de poder, fazemos e dizemos as mesmas coisas: sempre “Não”. Não explicamos o porquê, mas apenas dizemos não.

Agora, para afastar-se daquela fragilidade interna você diz mais e mais “Não”, você critica mais e mais, se vigia mais e mais, para sentir o poder, para alimentar o ego. O ego é alimentado pelo poder, pelo orgulho e pela vaidade. Você agora julga muito mais, você é um julgador. E este é o nosso mundo... onde todos estão se julgando errados e julgando os demais, errados. Como você pode ser amoroso, amigável, confiante? Como você pode abrir o seu coração? Você ficará isolado, ficará completamente fechado, viverá em um mundo que você condena e o mundo o condenará. Terá raiva, será inseguro e agirá ansiosamente, muitas vezes precipitadamente. Esta é uma péssima situação, mas você tem que se perguntar: "Como abrir meu coração?" Na verdade, esta não é a pergunta verdadeira. A verdadeira pergunta é saber como você conseguiu fechá-lo.

Pare de julgar. Seja o que for que esteja fazendo, se você gosta do que faz, faça-o. Não existe a questão do julgamento: nenhuma pessoa tem o direito de dizer que o que você está fazendo está errado. Se você gosta de fazê-lo, não está ferindo ninguém, não está perturbando ninguém... continue.

O julgamento é muito fácil. Você é imperfeito, assim, há coisas que mostram sua imperfeição. E depois, você fica com raiva, com raiva de si mesmo, com raiva do mundo todo: “Por que eu não sou perfeito?”. Depois, você olha apenas com uma só idéia: descobrir imperfeições em todo o mundo. E depois você quer abrir seu coração?Impossível, sua vida é quase morta.

Assim, a primeira coisa a ser feita para mudar é parar de se julgar. Ao invés de se julgar, comece a aceitar-se com todas as suas imperfeições, todas as suas debilidades, todos os seus erros, todos os seus fracassos. Não peça a si mesmo para ser perfeito, isto é simplesmente pedir pelo impossível e depois você se sentirá frustrado. Quando começar a fazer isso, então, eliminará toda a sua tensão, ocorrerá uma profunda harmonia.

Assim, comece a aceitar a si mesmo. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo, seja humano. Sinta o medo, a tristeza, a alegria, a dor, seja você.
Nós podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o tornará capaz de aceitar os outros. O julgamento é feio, ele fere as pessoas. Por um lado você vai machucando, ferindo-as; e por outro lado quer o amor delas, o respeito. Isso é impossível. Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possam ajudá-las a mudar muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas, porque o amor lhes dará uma nova energia, um novo significado, uma nova força. O coração se abrirá por si mesmo. Esta aceitação fará distanciar de você o hábito de ser perfeito, de querer buscar a perfeição em si mesmo e nos outros, a cultuar uma imagem pela qual paga um preço caríssimo para manter. Livre-se de tudo isso. Seja você mesmo!!!

Dr.Paulo Valzacchi (www.autoconhecimento.valzacchi.com.br)
Biomédico, palestrante e professor especialista em saúde emocional. Autor de uma série de CDs de auto-conhecimento.
Este texto é um dos temas de suas palestras e cursos.
Contato: paulo@valzacchi.com.br
* Os créditos acima sempre devem acompanhar o texto *
A U T O R I Z A Ç Ã O D E P U B L I C A Ç Ã O
O texto acima pode ser publicado gratuitamente como colaboração para seu site, revista, jornal, ou e-zine, desde que o conteúdo seja mantido na íntegra, inclusive, os créditos do autor que permanece com todos os direitos autorais.

Texto revisado por Cris


por Paulo Valzacchi   
www.meupoder.com.br - Biomédico, professor, conferencista, mais de 5 livros editados, possui mais de 50 CDs de crescimento pessoal - autor da série subliminar e Brainwave Pioneiro no Brasil. Especialista em saude emocional. autor do Livro : O DIÁRIO DO MAÇOM.
Lido 817 vezes, 16 votos positivos e 0 votos negativos.   
E-mail: paulo@cebinet.com.br
Visite o Site do autor

Gostou deste Artigo?
Sim Não    
Imprimir
este Artigo
Enviar para
um amigo
Outros Artigos
deste autor


© Copyright 2000-2014 SOMOS TODOS UM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
PRINCIPAL ARTIGOS
LOGAR PRODUTOS
ASSINAR SERVIÇOS
PARTICIPANTES EVENTOS