Artigo de Flávio Bastos: Deixar fluir, em nós, a bondade - | Artigos do Clube
 

Deixar fluir, em nós, a bondade

Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com


A energia da bondade não é exclusividade de beatos, de papai noel ou do coelhinho da páscoa, para quem costumamos transferir a nossa "impossibilidade" de assumirmos a nossa parte enquanto pessoas bondosas no sentido literal da palavra. O sentimento de compaixão, de benevolência é uma energia que se encontra latente em nós, mas como a energia de um vulcão ativo, pronto para entrar em erupção a qualquer momento, ou seja, no momento em que decidirmos acioná-la.

No fundo, temos um certo constrangimento em projetarmos para o nosso círculo de relacionamento pessoal, a imagem de "bons samaritanos". Temos receio de que esta imagem vá nos prejudicar no sentido das pessoas nos avaliarem através de uma ótica distorcida. Algo como sendo indivíduo frouxo, frágil e sem "garra" para a vida. Na verdade, esta atitude defensiva, significa dar exagerado valor ao que os outros dizem ou avaliam a nosso respeito e esquecermos, desta forma, que somos individualidades em jornada de crescimento pessoal e consciencial.

Os bem-aventurados aos quais se referia Jesus, são felizes porque reconheceram que não devem viver de forma ególatra; devem viver, sim, uma existência de auxílio a si mesmos e ao bem comum. A bondade salvaguarda a liberdade de sentir, pensar e agir.

E porque, intimamente, temos receio de exteriorizar esta energia de uma forma em que os outros percebam? Porque, através da nossa herança cultural, fomos condicionados e programados a priorizar valores materialistas de superação ao adversário pela competitividade, pela energia da disputa. Preferimos direcionar ao papai-noel, por exemplo, as nossas limitações neste sentido, "batizando-o" como o símbolo da bondade e, embora figura representativa da nossa ilusão, reconhecendo-o como tal.

Se almejamos paz entre os povos, busquemos em nós a energia da bondade para que, aos poucos, esta fluidez vá servindo como exemplo real a "contaminar" as nossas famílias e as sociedades dos homens. Por isso, afirmam os espíritos superiores: "... Aquele que vê claramente as coisas tem uma idéia mais justa do que o cego. Os espíritos vêem o que não vedes; eles julgam, pois, de outro modo que vós mas, ainda uma vez, isto depende da sua elevação".

Deixar fluir em nós a energia da bondade significa alimentarmos permanentemente um real sentimento de liberdade que o crescimento consciencial proporciona. É não depender mais de dogmas, de ritos ou de situações que bloqueiem esta fluidez e esta sensação de liberdade. E, principalmente, ter visão de conjunto e das partes que formam este todo.

Uma antiga canção do altiplano andino referia-se à bondade humana de uma forma simples, sincera e objetiva no seu recado: "Soy libre, soy bueno!", frase que na originalidade da letra, que expressava o "modus vivendi do campesino", tentava resgatar, na verdade, a associação liberdade-bondade como sendo a fonte energética de irradiaçao da luz divina.

Toda moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, ou seja, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinamentos mostra essas virtudes como sendo o caminho da felicidade. "Bem-aventurados", diz ele, "os que têm o coração puro, os mansos e pacíficos e os misericordiosos. Fazei aos outros o que desejareís que vos fizessem; fazei o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos antes de julgar os outros". Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e de que ele mesmo dá o exemplo. Mas ele faz mais do que recomendar a caridade, pondo-a claramente, em termos explícitos, como a condição absoluta da felicidade futura.

Praticar o bem é não ter medo nem vergonha de irradiar esta energia de paz e amor. É ter Jesus Cristo em si e a lucidez para entender porque a humanidade ainda necessita de "símbolos representativos do amor" que, no fundo, tentam disfarçar um sentimento de culpa e de incompletude que insistem em habitar o nosso inconsciente coletivo.

Assumir a bondade, portanto, é assumir a verdadeira essência humana, aquilo que temos por natureza adormecida. E, como consequência desta atitude, ter a exata compreensão do exemplo que Cristo nos deixou e entender as obras deixadas por Chico Xavier e demais grandes espíritos que por aqui passaram.

Psicanalista Clínico e Reencarnacionista.
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Texto revisado por Cris


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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com
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Publicado em 13/05/2006
 

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