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Cometemos erros até com a melhor das intenções! Por que? Porque somos seres humanos dotados de falhas e limitações! Propensos a erros sim, mas dotados com uma incrível capacidade de aprender nesta escola da vida, para assim, mais amadurecidos, desenvolvermos uma autoconsciência, equilibrando sentimentos e estabelecendo limites racionais sem que façamos a nós mesmos exigências impossíveis e perfeccionistas demais! Sem ficar nos culpando por não conseguir ser tudo, possuir tudo, desfrutar de tudo! - Silvana Lance Anaya, usuária do Clube
 

 


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Neurocientista vê seu cérebro se deteriorar
Neurocientista vê seu cérebro se deteriorar

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A norte-americana Jill Bolte Taylor descreve em livro sua experiência com o derrame que sofreu aos 37 anos

Às 7h de uma manhã de inverno, Jill Bolte Taylor acordou com uma forte dor de cabeça. A luz do sol ofuscava seus olhos. Ao ir até o banheiro, notou certa dificuldade para se equilibrar. Além disso, seu raciocínio estava confuso. Ainda assim, conseguiu tomar banho e se vestir. Só quando seu braço direito ficou paralisado, entendeu: estava tendo um derrame.

Neuroanatomista do Banco de Cérebros de Harvard, Jill passou as quatro horas seguintes observando a própria deterioração cerebral. O processo afetou linguagem, memória e movimentos -e a levou ao "nirvana". Era dia 10 de dezembro de 1996, e Jill tinha 37 anos. Neste ano, ela galgou a lista de mais vendidos nos EUA com o relato de sua recuperação -"A Cientista que Curou Seu Próprio Cérebro" (Ediouro).

O nirvana de Jill decorreu de especificidades de seu AVC (acidente vascular cerebral). Ela teve uma hemorragia no lado esquerdo do cérebro, ligado ao raciocínio lógico. Com o dano, prevaleceu o lado direito, mais abstrato e emocional. O resultado, conta, foi a suspensão da noção de tempo e a sensação de união com o universo.
Nesse ínterim, teve algumas "ondas de clareza". Numa delas, lembrou o telefone da mãe, mas não quis preocupá-la. Então ficou esperando outra "onda" que lhe permitisse lembrar o telefone do trabalho. Quando conseguiu ligar, descobriu que não sabia mais falar. Por sorte, reconheceram sua voz.

"Não senti medo", disse Jill à Folha. "Eu era uma cientista vendo meu cérebro avançar nesse processo incrível de deterioração e não previ que ficaria tão doente. E, quando chegou a hora em que eu poderia morrer, senti uma profunda paz."
A sensação era tão prazerosa que ela diz ter se questionado sobre o benefício da recuperação -o simples ato de ligar uma palavra à imagem mental certa levava horas e a deixava esgotada. O que a motivou a deixar a "divina serenidade" e encarar a reabilitação foi o desejo de ensinar aos outros como atingir a mesma tranqüilidade.
O que Jill propõe é uma forma de aquietar o lado esquerdo do cérebro para aproveitar as vantagens do lado direito.

Uma de suas estratégias consiste em focar a atenção em aspectos sensoriais (como aromas e sons) para se prender ao presente. Outra dica é orar e meditar. No livro, Jill cita um estudo que relaciona a neuroanatomia a experiências espirituais. A pesquisa avaliou praticantes de meditação e freiras e constatou que essas práticas reduziam a atividade de certas áreas do lado esquerdo.
"Nossa habilidade de experimentar a religião e a fé é baseada no cérebro. Quando os neurônios são ativados ou inibidos, experimentamos a união com algo maior", afirma Jill.

Críticas
Pelo tom de auto-ajuda, o discurso atrai críticas. "Há cientistas com a cabeça fechada que estão interessados em discutir a ciência no livro, mas não há uma ciência nova lá. Só uma vivência que condensa o que já se sabe", diz Jill.
Para ela, um dos melhores "remédios" foi o sono. Nas primeiras semanas após o AVC, sua rotina consistia em dormir por seis horas, passar 20 minutos acordada, tentando alcançar algum avanço cognitivo ou físico, e dormir de novo.
Ela também destaca o estímulo que recebeu da mãe nas atividades do dia-a-dia: perguntas cujas respostas eram "sim" ou "não" foram substituídas por questões de múltipla escolha, para que a filha precisasse elaborar uma resposta. "Embora saibamos muito sobre o cérebro, acho que temos um trabalho relativamente pobre na reabilitação cerebral", afirma Jill. "Não honramos o poder curativo do sono. Nos EUA, é comum acordar os pacientes cedo, dar-lhes anfetaminas e empurrá-los para um local repleto de estímulos, com TV ou rádio ligados. Meu cérebro queria dormir justamente para não ter de processar a estimulação excessiva."
Outro erro comum, a seu ver, consiste em dizer aos pacientes que a recuperação pára após os primeiros seis meses. Jill só voltou a fazer operações matemáticas, por exemplo, cinco anos após o trauma.

Hoje, ela dá aulas de neuroanatomia na Universidade Indiana e retomou uma atividade: a de "cientista cantora". A alcunha surgiu quando Jill iniciou uma campanha em prol da doação de cérebros para pesquisa. Como o tema deixava as pessoas tensas, ela tentava descontraí-las passando a mensagem por meio de músicas.
Seu interesse sobre o cérebro tem uma origem familiar. Com um irmão portador de esquizofrenia, ela queria entender como ele pensava. Acabou entendendo mais sobre si mesma.

A Recuperação após o derrame

10/12/1996
Jill sofre um AVC.

17 Dias
Submete-se a uma cirurgia, que tira um coágulo do tamanho de uma bola de golfe.

5 Semanas
Recupera o diálogo interno – a capacidade de “ouvir” os próprios pensamentos.

3 Meses
Volta a dirigir.

4 Meses
Consegue dar uma palestra de 20 minutos, que havia sido agendada antes do derrame. Para isso, estuda vídeos antigos de suas próprias palestras e passa um mês treinando.

2 Anos
Tenta reconstruir as lembranças relativas à manhã do AVC.
É encontrada pelo Rose Hulman Institute of Technology, em Indiana, para lecionar nos cursos de anatomia e fisiologia e de neurociência.


3 Anos
Volta a jogar paciência.

4 Anos
Após quatro anos andando 5 km por dia, com pesos nas mãos, consegue caminhar com um ritmo estável. Recupera a capacidade de fazer operações matemáticas simples, como somar, subtrair e multiplicar.
Consegue realizar tarefas simultâneas, como falar ao telefone e cozinhar ao mesmo tempo.


5 Anos
Consegue realizar contas matemáticas de divisão.
Ao final do ano, consegue pular de pedra em pedra na praia sem olhar para onde os pés aterrizam.


6 Anos
Alcança uma meta antiga: ter energia suficiente para subir osd degraus das escadas de dois em dois.

7 Anos
Começa a dar aulas no Departamento de Cinesiologia da Universidade Indiana.
Reduz a necessidade de sono noturno de 11 horas para 9 horas e meia. Volta a ter sonhos com estrutura narrativa.


8 Anos
Experimenta uma mudança na percepção do próprio corpo. “ Embora tenha comemorado voltar a ser alguém sólido, senti falta de me perceber como fluido. Sinto falta da lembrança constante de que somos todos um”.

Fonte: AMARÍLIS LAGE DA REPORTAGEM LOCAL
Folha de São Paulo - Suplemento Saúde

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19/1/2010 11:59:30 - mario cesar - mario.suporte@hotmail.com
Realmente emocionante! Atualmente trabalho com médicos e hospitais, sou desenvolvedor de software, atuo em um projeto de minha autoria, onde um software é capaz de gerar diagnósticos informando sintomas, isso com um banco de dados de pacientes de diversas regiões do mundo. O que me chamou atenção é ver a fé da Neurocientista. Os médicos, a maioria é incrédula e quando se trata de Deus eles simplesmente não acreditam. Tive uma experiência, faz poucos meses minha esposa sofreu um acidente e teve um TCE grave. Teve um hematoma no cérebro, os médicos acharam melhor não fazer cirurgia, ela sofreu muito com dores na cabeça, mas em dois meses ela já tinha uma vida quase que normal (apenas algumas tonturas, devido ao uso de anticonvulsivos). Com 3 meses suspenderam a droga, mas com 4 meses ela teve uma leve convulsão e teve que voltar a tomá-los novamente. Mas estou otimista, a tomografia mostra uma pequena cicatriz no cérebro, mas já vi vários casos onde isso é totalmente resolvido. Gloria a Deus!

25/12/2008 15:25:26 - vera lucia ribeiro ignacio - verinhaignacio@hotmail.com
Emocionante o relato da Dra. Jill. Serviu como uma luva para mim, pois nesse momento estou vivenciando uma patologia de neoplasia maligna da mama direita recidivada, mas permaneço crente que Deus Todo Poderoso tem estado no controle e com isso não perdi o ânimo nem o desejo de viver. Médicos costumam ser céticos e não crêem na fé e na cura pela fé, entretanto a Dra. Jill é a prova real da existência de Deus e da verdadeira fé inquestionável. Quero também poder relatar minha cura, pois Deus tudo pode e pela sua misericórdia creio que já estou curada!!! Parabéns a todos pela divulgação desse relato incrível.

29/11/2008 15:00:20 - celia pontes - celimarster@gmail.com
Assisti ao programa da Oprah e vi a entrevista da Jill. Fiquei extasiada com tudo que ela contava sobre o que lhe aconteceu. Só mesmo uma força de vontade imensa e a ajuda de Deus, pôde fazer com que esta cientista voltasse à vida completamente curada do sério AVC que teve. Este foi um dos melhores programas da Oprah que já assisti e me senti privilegiada por tê-lo visto. A Jill é uma lição de vida.

8/11/2008 12:14:04 - telma marinelli rezende
COMPARTILHO DA MESMA CERTEZA DE JILL;
"senti falta de me perceber como fluido. Sinto falta da lembrança constante de que somos todos um".
TELMA.

7/11/2008 18:48:30 - Dora Cristina Miranda de Melo
É muito bom ter tido esta oportunidade, agradeço pelo que li.

2/11/2008 01:06:35 - David Ciasca
quem somos nos ? onde podemos chegar ? o que podemos fazer ? a resposta eh simples... com essa lição maravilhosa aprendi que nao temos limites em evoluir e ajudar... Obrigado e um abracao! Valeu Equipe STUM, sempre acertando!

2/11/2008 01:02:17 - myrian mureb simoes haubrichs
Fiquei muito feliz em ler o depoimento da JILL. Ela é uma Guerreira da Luz. O depoimento me ajudou muito, pois também há 2 meses fiz um AVC transitório (uma isquemia) e fiquei com a mão esquerda dormente. A cardiologista diz que ficou uma cicatriz no cérebro que provoca essa dormência. Não tive medo quando o médico falou comigo. Penso que DEUS sabe o que faz e como nosso PAI não nos deseja mal. Tenho lutado contra a depressão e o pânico. Foi muito importante a matéria do STUM. Vocês estão de parabéns e que DEUS continue iluminando o caminho de vocês. Eu estou sempre lendo o que vocês enviam e procuro passar para pessoas que precisam de ajuda. Muito obrigada e fiquem com DEUS. Myrian

30/10/2008 18:02:08 - Lia Mara de Gouveia
Adorei, acho muito importante saber que por pior que pareça a situação, com calma e sem medo podemos nos recuperar, e nos tornarmos nós mesmos de novo. Se tornar sólido, deixar de perceber que somos o todo, uma parte de um todo, completo de energia e sutilezas. A vida seria mais simples se vivêssemos como ela viveu, sem pressa, sem esperar de nós mesmos perfeição. Eu sofro de uma dor de cabeça diária, e vejo isso, dessa forma, me obrigo à perfeição e isso desgasta a minha mente, a cansa demais, e creio que por isso ela dói.
Talvez esse AVC tenha sido a possibilidade de desacelerar, vejo que quando não me imponho horários e mil obrigações , minha cabeça não dói.
Adorei a experiência narrada pela doutora, queria saber como desacelerar sem, claro, precisar de um AVC... Queria me ajudar, queria me ensinar a ser feliz, queria ver como a Dra calmamente tudo que acontece sem me desesperar e me obrigar a resolver rápido e de forma perfeita. Agradeço por ter tido acesso a essa linda experiência.

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