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Mergulho profundo na paz e na luz interior! No silêncio revelador de todos os segredos e de todas as verdades, sobretudo na serenidade de uma consciência tranqüila! - Lucilla, usuária do Clube
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Energias para Hoje
I-Ching: 54 - KUEI MEI – A JOVEM QUE SE CASA Evite qualquer decisão ditada pela paixão.
Runas: Tiwaz Remoção de obstáculos, vitória através de lutas.
Numerologia: Equilíbrio Procure estabelecer um ritmo harmônico em sua vida, evite precipitações e correrias e arrume tempo para dedicar-se aos que ama dialogue, faça trocas pratique a compreensão.
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O QUE A MULHER ESPERA DE UM HOMEM?

Foi essa a pergunta inteligentíssima da psicóloga Roseli Sayão dirigida, no Roda Viva, a um perplexo Arnaldo Jabor, que, com toda a sua agilidade mental e com sua diferenciada experiência com o feminino, teve a honestidade de responder, simplesmente: Não sei.
Foi o silêncio do sábio. Porque não é fácil responder de bate-pronto a essa questão embaraçosa sem cair numa seqüência dos piores lugares-comuns.
Quanto a mim - que estou longe de ser sábio como aquele simpático beduíno carioca, nem disponho de sua fluência comunicativa e muito menos de sua rica experiência com o sexo oposto -, serão perdoados o atrevimento e a ingenuidade de tentar uma resposta, ainda que trôpega e insuficiente.
Em outros tempos seria bem mais fácil encontrar uma resposta. Esperamos dos outros aquilo que nos falta. O machismo cego e obtuso da era patriarcal cunhou para a mulher a falsa qualificação de sexo frágil.
Ora, a mulher nunca foi frágil, e em situações difíceis costuma mostrar-se mais forte que o homem. No entanto, seja por convenção social ou por astúcia, a mulher aceitou a gosto o papel (falso, repito) de sexo frágil.
Era tão bom e tão cômodo ser mimada pelos homens em sua convencionada fragilidade, e tão estratégico disfarçar sua força sob a pele de uma ovelhinha inofensiva! Seja como for, a mulher introjetou esse falso papel, procedendo como pessoa fraca, insegura, e projetando no homem, no varão, as virtudes que, supostamente, lhe faltavam: a fortaleza, a ousadia, a segurança, a coragem a toda prova. Era isso tudo o que ela esperava do homem.
Hoje a situação mudou.
Aquela ridícula máscara de sexo frágil caiu em desuso. A mulher compete publicamente com o homem, de igual para igual, em todos os setores, com êxito crescente.
Destoa desse avanço feminino a declaração daquele presidente da Universidade Harvard sugerindo que as diferenças biológicas inatas entre homens e mulheres explicam o número menor de pesquisadoras nas ciências exatas. A persistência desses nichos de estupidez até na universidade comprova que a ignorância não é produto da falta de conhecimento e de informação, sim que é uma atitude deliberada de oclusão mental. Parece estranho, mas a burrice pode ser, também, uma livre opção.
Na natureza não existem homens e mulheres; só existem machos e fêmeas, em estado bruto.
Homem (o varão) e mulher constituem criações históricas e culturais, lapidações da ganga bruta da animalidade, imprimindo a cada sexo sua tipicidade e seu estilo, o qual varia conforme as culturas e os estágios históricos. Em Roma, o tipo consagrado da masculinidade culminava na figura imponente do patrício - nolli me tangere (ninguém me toque) -, com sua toga e o orgulho inflexível de classe e de família, em contraste com a figura feminina da mater familias, reclusa no lar. Na Idade Média surgiram o cavaleiro e a dama, figuras de grande caráter, posteriormente rebaixadas nos modelos inexpressivos do gentleman e da lady (o cavaleiro, ou cavalheiro, é o homem que sabe o que deve fazer, o gentleman é o homem que sabe o que não deve fazer).
Homem e mulher constituem montagens armadas pela sociedade, pela História e pela cultura, tipos genéricos aos quais ainda se sobrepõem a classe social, os usos e a educação, a categoria profissional, a moda, com seus renovados estilos, não só de vestir como de opinar e de preferir.
Em suma, a pessoa única e insubstituível que é cada um de nós se apresenta em sociedade mascarada, disfarçada, falsificada pelas categorias genéricas e impessoais de comportamento, a ponto de em nosso cotidiano não sabermos quem é quem de verdade, e até quem somos nós para nós mesmos. É assim, de forma encoberta por certo modelo prefixado de ser homem ou mulher, acrescido de toda uma espessa camada de condicionamentos impessoais, aceitos todos mecanicamente, porque sim, que ambos os sexos se apresentam um frente ao outro. Debaixo de todos esses disfarces, de toda essa caracterização teatral que nos empresta a vida social, vivemos na ignorância recíproca de quem é o outro de verdade, e até de quem somos nós para nós mesmos.
O que a mulher espera de um homem?
Ela espera, implora, exige que o homem eleito a revele em toda a sua verdade e em toda a sua intimidade, ocultas na comédia da vida social que a falsifica em cada gesto, em cada palavra, em suas preferências (as de todo mundo), até em seu corpo e em seu rosto padronizados.
A mulher espera do homem que a descubra, que revele à luz da evidência aquela pessoa secreta, que é ela mesma, oculta debaixo das convenções sociais.
E o homem, por sua vez, não espera outra coisa, quer que também ele seja descoberto pela mulher, pela mulher amada.
Pois é o amor a via preferencial do desnudamento recíproco, não somente dos corpos, como da personalidade de cada um dos amantes que palpita em segredo, esperando o dia da revelação.
Perdida e dividida em meio à confusão dos papéis que representa, o que a mulher amorosa espera quando se atira nos braços do homem eleito, olhos nos olhos, é que ele responda à pergunta dilacerante: Afinal, quem sou eu? E, à medida que ela ouve a resposta, vai aflorando em seu ser uma nova pessoa.
Idem para o homem. Se não amo, sou um, se amo, sou outro. Muito ao contrário do que se diz, o amor não é cego.
O amor é vidente e previdente, ele enxerga no fundo das almas e do futuro. O amor é divinatório e perspicaz.
E feliz foi Pascal ao escrever: "Os poetas não têm razão de nos pintar o amor como cego. É preciso tirar de seus olhos a venda e devolver-lhes a fruição de seus olhos".(Sur les Passions de l´Amour)?
Gilberto de Mello Kujawski, jornalista e escritor, tem no prelo o livro "A Identidade Nacional e Outros Ensaios" (Funpec). Não está ligado a nenhuma academia, faculdade ou partido político. E-mail: gmkuj@terra.com.br
Recebido de Tania Polo
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Lido 29332 vezes
56 comentário(s)
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14/11/2009 12:02:34 - leivinha campinas - leivinhacampinas@hotmail.com
Assuntinho complicado esse!! A nossa mente (homens e mulheres) anda tão barulhenta, que é muito difícil descobrir e ouvir a nós mesmos. Como poderemos tentar entender o que o outro deseja e o que ele pensa, se não conseguimos conhecer a nós próprios! Penso que o caminho mais simples seja o de buscar a pergunta simples e direta. O que você deseja agora? Como posso te ajudar agora? Minha experiência dessa semana foi fantástica: Me desliguei do mundo (kkkk) Sem televisão, sem rádio, sem computador, sem Mp3/4/5/6/7/8/9/10 rsrsrrs.... Consegui mais tempo para meditação. MEDI = Me diga o que eu faço agora mulher! É partia para a tal AÇÃO... Lavei louça, passei roupa, devorei livros , limpei casa, etc.... rsrsrsrsrs... Conclusão: PAZ DE ESPÍRITO... MULHER FELIZ..... FAMÍLIA FELIZ (Não peguei no pé da filha adolescente, estava em paz comigo mesmo, sem procurar ficar cobrando os outros). Bom, essa é minha idéia aos Homens de bem..... Um abraço, Leivinha |
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14/10/2007 22:38:08 - Maria Carolina Paim Schott - mcschott@brturbo.com.br
Depois de todos os comentários que lí, acredito não haver mais palavras para descrever o que diz este belíssimo e importante artigo. Parabéns aos que já falaram, também por mim. Que homens e mulheres sejam verdadeiros e o mais virá por acréscimo. |
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11/3/2007 13:01:54 - Ethel Schvartz Maribondo - ethelsm@gmail.com
Caro STUM: Gostei demais desse artigo sobre a mulher, sobre o que a mulher espera de um homem. Eu concordo que a mulher quer um homem que a revele em sua feminilidade, em suas múltiplas facetas. É uma verdade muito linda e verdadeira. Acho que vocês conseguiram entender. Ethel |
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11/3/2007 12:08:51 - Marta lucia silva de mendonça
Penso que a mulher é acima de tudo femea e por ser assim é sedução plena, é mistério que atrai o macho. Cabe a ele lutar com outros machos p/ sair vencedor e fazer valer a pena à femea se entregar plenamente a ele. O que nos difere dos animais é que damos a essa entrega plena o nome de amor. Esse sentimento é que está cada vez mais desvalorizado na sua essência e sempre que possivel é trocado pelo abuso do uso do corpo feminino como objeto de sedução. Não cabe à mulher seduzir nada, ela já é sedução. Foi o seu ser que primeiramente seduziu o bicho homem a partir do momento que cabe a ela somente gerar, nutrir com seu corpo e parir a cria. Inicialmente o homem não sabia como isso ocorria e assim se sentia admirado por este misterio tão feminino. Homens, comecem a seduzir suas parceiras e elas com certeza estarão entregues em seus braços, mas por favor não confundam isso com mimos, frescuras, pieguices. Sedução se faz com atitudes, sentimentos, toques, palavras e acima de tudo amor. |
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9/3/2007 23:24:00 - hamilton dias matos - hamiltonph2005@yahoo.com.br
Peço licença... Vou dizer como se nimguém soubesse, hoje mais que antes a mulher espera amor em todos os sentidos. Pois hoje a mulher é livre, pode e quer amor, firmeza no olhar de um homem cheio de amor, confiança, segurança, respeito, simplicidade nas palavras com amor, ternura, companherismo, atitude. Afinal é neste coração, que esta mulher plantará uma flor e a regará por todo o seu tempo de vida. A responsabilidade deste homem é mantê-la cheia de vida. No jardim da vida, um é responsável pelo bem estar do outro. |
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9/3/2007 15:04:35 - Elenara Walter Quinhones
Concordo com o autor, pois amor verdadeiro é quando conseguimos ver no outro nós mesmos, quando este nos ajuda a encontrar-nos e ao mesmo tempo nesta dualidade nos perder...
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9/3/2007 11:11:39 - nilson rubi rezende
Eu acho que... não, eu tenho certeza, que a mulher espera do homem o que falta para ela, e o que falta para todos nos, amor verdadeiro. E o homem também. Mas os dois têm que aprender o que é amor de verdade para encontrarem a felicidade! |
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9/3/2007 08:28:00 - alexsandra - titana_santos@hotmail.com
ESSA FRASE: ...vivemos na ignorância recíproca de quem é o outro de verdade, e até de quem somos nós para nós mesmos... É MUITO VERDADEIRA E COMPLEXA. QUEM EU SOU? O QUE DESEJO DESCOBRIR SOBRE MIM? O QUE DESEJO DO HOMEM QUE ESTÁ AO MEU LADO? QUEM É ELE REALMENTE? ESSAS QUESTÕES ESTÃO SEMPRE EM NOSSAS VIDAS, SE NÃO SABEMOS QUEM SOMOS E O QUE QUEREMOS, COMO PODEMOS ENTENDER O OUTRO? SER MULHER É TENTAR SE CONHECER A FUNDO, SE AMAR E SE RESPEITAR EM SUA INDIVIDUALIDADE. SE SENTIR SEGURA EM SER QUEM É, TER CERTEZA PARA ONDE QUER IR, O QUE DESEJA CONQUISTAR E QUEM QUER AO SEU LADO NESSA CAMINHADA. O QUE DESEJAMOS DE UM HOMEM? QUE ELE SEJA VERDADEIRO, PRIMEIRO CONSIGO PRÓPRIO E DEPOIS COM AS PESSOAS AO SEU REDOR! QUANDO ESTAMOS SATISFEITOS COM O QUE SOMOS DE VERDADE, REFLETIMOS ISSO PARA O PRÓXIMO. ESPERAR DO OUTRO ATITUDES É EGOÍSMO PURO. TEMOS QUE ESPERAR SEMPRE DE NÓS MESMAS, NÃO SE FIAR NO OUTRO PARA SER FELIZ. ESPERAR DO OUTRO APENAS O QUE ELE PODE DAR, ACEITÁ-LO!!! ALÊ... |
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