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Revolução Sexual

por Flávio Gikovate


A primeira revolução sexual aconteceu nos anos 1960, ativada pelo surgimento da pílula anticoncepcional (que abriu as portas para os movimentos de emancipação feminina) e pela idéia de H. Marcuse, entre outros, de que a livre expressão da sexualidade humana traria desdobramentos políticos, igualitários e libertários.

Deu no que deu: o livre exibicionismo feminino ativou a competição entre os homens que passaram a disputar de uma forma mais agressiva o acesso às mais atraentes. Ativou a competição entre as mulheres, cada vez mais interessadas em se exibir como as mais belas e cobiçadas. Ao mesmo tempo, contribuiu para a introdução nas classes média e alta das drogas psicoativas, antes só usadas por marginais.

Num primeiro momento parecia que as coisas iriam ser diferentes, pois no fim dos anos 60 e início dos 70 os homens deixaram os cabelos crescerem, passaram a usar bolsas a tiracolo, sandálias etc. Parecia que eles haviam se tornado mais doces, mais próximos do modelo feminino tradicional. As moças pareciam mais disponíveis para o sexo sem compromisso (ainda que tivessem que recorrer à maconha para se sentirem mais livres) e houve várias tentativas de vida em comunidade.

Tudo isso durou muito pouco, de modo que rapidamente os ciúmes prevaleceram sobre a liberdade sentimental e sexual, o jogo de poder entre os sexos se tornou a regra, a maconha foi substituída pela cocaína, as mulheres é que passaram a se vestir com gravatas e outros acessórios masculinos e os Hippies viraram Yuppies. A ânsia por poder econômico e sucesso profissional se tornou enorme e a idéia era a de conseguir mais sucesso a qualquer preço - e logo. Trabalhavam muito durante o dia e queriam se divertir loucamente durante a noite. Usavam a cocaína para conseguir tal feito.

Vínhamos caminhando desta forma até que, de uns poucos anos para cá, se introduziu um novo ingrediente: a influência crescente da indústria pornográfica! Não se trata de fenômeno novo por si. O que é novo é o fato do material produzido por ela estar à disposição 24 horas por dia em canais de televisão, na internet e mesmo em inúmeras revistas.

Isto pode parecer um fator secundário e sem importância. Porém, há alguns meses eu estava em Nova Iorque e li uma matéria numa revista local que dizia que os rapazes de 16-18 anos de idade estavam cada vez menos interessados em relações sexuais reais com as moças com as quais conviviam.

Diziam preferir o sexo virtual, aquele que se processa intermediado pela internet. Ou então, se divertiam muito assistindo os filmes pornográficos, de modo a preferi-los às relações sexuais propriamente ditas.

Achavam as moças da vida real muito pouco interessantes quando comparadas com as “atrizes” dos filmes pornográficos ou as moças que “fazem sexo” virtual na internet (pago ou não). Preferiam o comportamento muito mais extravagante e exibido das mulheres que apareciam nos filmes. Parece que não se incomodavam muito com o fato de que provavelmente se tratava de um prazer falso, um fingimento.

O fato é que muitos moços, lá nos EUA e também aqui, se mantém virgens até que surja um envolvimento amoroso de maior significado, condição na qual se iniciam. Hoje em dia há mais rapazes de 18 anos virgens do que moças. As prostitutas continuam visitadas por homens mais velhos e turistas. Os jovens não se interessam muito por elas, a menos que saibam fingir da mesma forma que as mulheres do mundo virtual, que se tornaram o padrão de referência para eles.

As moças, muito menos assediadas do que antes, passaram a ter que tomar iniciativas, coisa que nunca foi o seu papel, justamente porque elas despertam o forte desejo visual masculino. Assim, meninos que são fortemente influenciados pela visão estão se saciando no mundo virtual e as moças que são menos visuais estão buscando contato real. Elas, que não têm o desejo visual, têm que se tornar mais ativas porque eles estão satisfeitos com a sua “vida sexual”.

É extremamente importante registrar a relevância destas mudanças, pois se trata de uma vantagem feminina que está sendo transferida para os homens: elas sempre foram objeto do desejo e eles sempre tiveram que tomar as iniciativas e correr os riscos de rejeição. Agora, pela primeira vez na história, eles podem ficar encostados no bar da discoteca, com um copo de bebida na mão, esperando serem abordados. Numa história de vitórias femininas, esta parece ser a primeira vez em que os homens conseguem reverter o resultado. E isso graças à indústria pornográfica! Sim, porque elas divertem muito os homens que, depois de se masturbarem, sentem saciedade e sono.

Às moças não têm sobrado outro recurso senão o de imitarem as mulheres que aparecem nos filmes pornográficos. Vestem-se de uma forma cada vez mais extravagante e provocante, estreitando a distância que sempre existiu entre as mulheres mais vulgares e as “de boa família”. Quando chega a hora da intimidade física o que fazem? Imitam as atrizes dos filmes pornográficos. Imitam a imitação. Fingem orgasmos que não sentem, demonstram gostar de práticas que lhes molestam, mostram uma exuberância falsa. Se não agirem desta forma, serão desprezadas, já que são comparadas com o que os rapazes assistem nos filmes.

O fato dramático e triste é que a vida sexual dos jovens está sendo norteada pelo que aparece nos filmes pornográficos. Eles é que se transformaram nos verdadeiros “mestres” da arte erótica. Ou as moças se comportam como as mulheres que inspiram os sonhos masculinos ou elas são desprezadas e tratadas como “caretas” ou pouco atraentes.

Este é o ponto em que nos encontramos, algo para mim totalmente inesperado. É claro que não são todos os rapazes e moças que aderiram a este padrão de comportamento. Mas é para lá que os ventos sopram, a menos nos dias que correm. Cabe a nós, pessoas responsáveis, tentar acompanhar o andar da carruagem e, se possível, tentar interferir de forma construtiva no processo a que estamos submetidos.

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Flávio Gikovate é médico psicoterapeuta, pioneiro da terapia sexual no Brasil.
Conheça o Instituto de Psicoterapia de São Paulo.
Confira o programa "No Divã do Gikovate" que vai ao ar todos os domingos das 21h às 22h na Rádio CBN (Brasil), respondendo questões formuladas pelo telefone e por e-mail gikovate@cbn.com.br
Email: instituto@flaviogikovate.com.br
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