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Prosperidade e Pobreza  
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Prosperidade e Pobreza

por Maria Guida


Se eu lhe dissesse que São Francisco de Assis foi um dos homens mais prósperos que o mundo já conheceu, você acreditaria?

Não era próspero porque nasceu filho de um rico mercador de tecidos. Era próspero porque ousou fazer, em sua época, o que muitos não seriam capazes sequer de imaginar: seguir, ao pé da letra, aquilo o que seu Mestre pregava.

Ocorreu a Francisco que, se o Criador desejava mesmo que ele existisse, faria tudo para mantê-lo vivo, saudável, aquecido e alimentado, por quanto tempo quisesse. E que a ele, Francisco, competia apenas viver a sua vida de modo a cumprir todas as vontades de seu Divino Patrocinador.

Francisco ficou tão maravilhado com essa sua percepção, que decidiu colocá-la à prova, abandonando os confortos da casa paterna, e os luxos de uma vida burguesa, a única que havia conhecido até então.

O dia-a-dia de Francisco nessa nova etapa de sua jornada não deve ter sido muito confortável. E nem poderia ser diferente. Que ninguém imagine que anjos desceram do céu com túnicas de seda bordada e serviram banquetes a ele.

Como um mendigo, ele deve ter vagado pelos arredores de Assis, sua cidade natal, dormindo ao relento, comendo os frutos das árvores próximas e aceitando o que lhe era oferecido.

De onde Francisco tirou convicção e coragem para empreender tão desconcertante jornada?

Talvez da simples observação da natureza. E de uma mais do que ingênua interpretação dos evangelhos.

O que impressiona é que deu certo.

Os lírios do campo não fiam nem tecem. Nus, eles se fecham e se dobram para não sucumbir à geada.

Os pássaros do céu não ceifam nem colhem. Eles não perdem tempo escolhendo iguarias num cardápio. Aceitam humildemente todo alimento que a natureza coloca em seu caminho.

Francisco não fez diferente. Colocando-se em pé de igualdade com todos os seres da natureza, reivindicou o direito de ser, tanto quanto eles, amparado em suas dificuldades e suprido em suas necessidades.

Esse é o primeiro passo para obter prosperidade.

Teoricamente, qualquer um de nós pode fazer o mesmo. Quem de nós não se julga tão bom quanto qualquer ave, ou flor?

A dificuldade real é que, quem - diante de Deus - reivindica os direitos de um lírio ou de um pássaro, deve, como qualquer um deles, estar disposto a viver uma vida singela.

Uma vida singela não é uma vida miserável. É uma vida desprovida de supérfluos. Uma vida onde cada coisa que temos corresponde a uma real necessidade. Uma vida que não desperdiça os recursos e os cuidados que recebemos de Deus.

Esse é o segundo passo para obter prosperidade.

Observando que os pássaros juntam gravetos e com eles fazem seus ninhos, Francisco amontoou pedras e com as próprias mãos construiu um pequeno abrigo. E depois, uma capela.

A utilidade do abrigo não escapa a nenhum de nós. Mas para que perder tempo com a construção de uma capela, quando poderia ter erguido um outro cômodo, uma lareira, ou talvez quem sabe, um segundo pavimento?

Ao construir a capela, Francisco não estava recusando o resto. Ele estava apenas priorizado a sua devoção. Ele estava reconhecendo e retribuindo toda a atenção que vinha recebendo de Deus.

Esse é terceiro passo para obter prosperidade.

Logo, o abrigo ficou pequeno. Muitos eram os pobres e doentes que ele acolhia. E havia ainda os seguidores. Amigos, que, passado o choque de tê-lo visto ensandecer, foram atraídos pelo teor revolucionário e inovador de sua proposta e de suas atitudes.

Francisco recebia a todos, aceitava o que eles tinham a oferecer, compartilhava com eles tudo o que tinha, tal como os lírios dividem o mesmo campo, ou as aves, voando, compartilham o mesmo ar.

E esse é o quarto passo para a prosperidade.

Todos nós sabemos o que São Francisco de Assis pensava a respeito da pobreza. Para ele, era apenas mais um dos aspectos humanos, uma das idéias que povoam nosso mundo. Ele a chamava de irmã, assim como irmãos eram o sol, a lua, todos os animais, pedras e plantas, e ainda todos os seres humanos.

Sentir-se irmão de seres animados e inanimados, ainda é compreensível, mas chamar de irmã a uma idéia, algo que não se pode tocar? E ainda algo que a maioria de nós acha que deve ser combatido? Parece um contra-senso. Mas não é.

Francisco acreditava que tudo no Universo deve cooperar. Que a cooperação dissolve a oposição, o confronto, o conflito.
Quando sentimos que algo ou alguma coisa é tão indissoluvelmente ligada a nós como um irmão, porque provém de uma mesma origem, mesmo que isso nos ataque, ou tenha potencial para nos destruir, deverá ser compreendido, aceito, perdoado, integrado.

Francisco se recusava a admitir algo, alguma coisa ou alguém como adversário ou inimigo. Para ele, todas as coisas que existiam no mundo eram colaboradores em potencial.

Esse é o quinto passo para a prosperidade.

Para um homem que começou seu empreendimento nu, Francisco já poderia ser considerado um vencedor. Como todos nós sabemos, esta história não termina aí.

Francisco, com seu destemido abandono, sua inabalável simplicidade, sua ardorosa devoção, sua inesgotável generosidade e infinito amor por todos os seres viventes, atraiu seguidores mesmo depois de morto, dando origem a uma ordem religiosa que realizou prodígios, e se tornou conhecida no mundo inteiro.

Apesar de não terem sido essas as suas metas, prodígios realizados e reconhecimento internacional são veículos muito eficientes para uma simples mensagem. A de que os recursos de que dispomos não são nossos.

A de que tudo o que nossos olhos vêem e nossos dedos alcançam vem de uma única fonte, a Providência Divina, que cuida de nós e nos sacia, com atenção e bênçãos que nunca nos haverão de faltar.

Apenas, porque, como os lírios, compartilhamos o mesmo campo. E como os pássaros, cruzamos o mesmo ar.

Porque somos todos um.



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Maria Guida é
colaboradora do Site
desde 2002.

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